IPNews – O Portal da Conectividade

Pesquisadores brasileiros desenvolvem dispositivo capaz de detectar em tempo real o Sars-Cov-2

A Biosintesis, empresa de pesquisa e desenvolvimento, criou um dispositivo portátil capaz de detectar o Sars-Cov-2, com análises em tempo real, o GRAPH Covid-19. A solução é uma plataforma de Diagnostic On a Chip (DoC) baseada na tecnologia de biossensores avançados com nanocompósitos de óxido de grafeno.

CONTEÚDO RELACIONADO – Multilaser anuncia investimento de R$10 milhões em fundo de empreendedorismo feminino

Uma das vantagens é que a plataforma de diagnóstico GRAPH usa baixo volume de amostra biológica – como, por exemplo, uma gota de sangue – sendo capaz de detectar e monitorar diversas doenças, tendo como prioridade testar a infecção por Sars-Cov-2. Além disso, o dispositivo deverá ter produção nacional, dispensando a necessidade de importação de insumos e possibilitando alta escala de produção para atender rapidamente a demanda diagnóstica em todo o país. 

(Imagem: divulgação Biosintesis.)

De acordo com Fabiana Medeiros, doutora em Biotecnologia pelo Programa de Tecnologia Nuclear do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN-SP) e sócia-fundadora da Biosintesis, os biossensores avançados associados a nanocompósitos de óxido de grafeno, podem ser usados para diagnóstico em tempo real e monitoramento de diversas doenças. 

“Esta tecnologia disruptiva traz benefícios significativos em relação a metodologias analíticas convencionais, tais como rapidez, alta sensibilidade e especificidade. Sua portabilidade permite diagnosticar a Sars-Cov-2 em qualquer local: postos do SUS, unidades de saúde, drive through, regiões remotas e até controle de portos e aeroportos”, explica. 

Os biossensores, quando aplicados em saúde, também podem detectar os diferentes tipos de biomarcadores prognósticos e diagnósticos associados ao câncer, diabetes, alzheimer, infecções virais (Zika, Dengue, Chikungunya, etc) e bacterianas, ainda segundo Fabiana. 

Parcerias 

Sob a coordenação da Biosintesis, empresa residente na Incubadora USP/IPEN-Cietec, o projeto tem parceria com o IPEN, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Conta com a participação de uma equipe de pesquisadores multidisciplinares, composta por quatro diferentes Centros de Pesquisas: Biotecnologia (CEBIO), a Ciência e Tecnologia de Materiais (CCTM), Combustível Nuclear (CECON) e Tecnologia das Radiações (CETER). 

 

Participe das comunidades IPNews no FacebookLinkedIn e Twitter. 

Sair da versão mobile