Criminosos diziam ter contato com empresa de atualização de software das urnas eletrônicas, o que foi desmentido pelo órgão federal.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva em Brasília (DF) e um em Xangri-lá (RS). Outros três mandados de condução coercitiva foram realizados no Rio Grande do Sul e no Piauí, além de cinco de busca em apreensão em diversos locais do país.
Após o cumprimento dos mandados, a PF constatou se tratar de estelionato, já que não houve indícios de que os criminosos realmente poderiam obter êxito em fraudar as urnas eletrônicas. Também não foi constatado qualquer contato dos criminosos com a empresa de atualização de software.
Falha na urna eletrônica permite falsificar votos
Segundo a Secretária de Tecnologia da Informação do TRE-RS, a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo com que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição.
Os presos responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, cujas penas variam de quatro a treze anos de reclusão e serão encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça Eleitoral.