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Plataforma gov.br: governo cria hub para garantir privacidade do cidadão

Centro de Excelência em Privacidade da Informação é um hub que trabalha com três pilares a fim de garantir a segurança dos dados de usuários

Durante o evento online “Dia da Internet Segura 2024”, transmitido hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Ferreira, diretor de Privacidade e Segurança da Informação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), explicou como o governo federal trabalha com a privacidade dos dados dos cidadãos que usam a plataforma gov.br.

Criada para integrar os serviços digitais de 253 órgãos do governo federal, a plataforma conta com 156 milhões de usuários registrados. Para garantir a segurança e a privacidade desses dados, Ferreira conta que diversas ações foram tomadas, incluindo a criação do Centro de Excelência em Privacidade da Informação, um hub a cargo do MGI que desenvolve três pilares de trabalho:

“Temos uma preocupação em fazer com que o provedor do serviço (governo federal) seja mais seguro”, destacou o diretor na transmissão. “Adotamos o ‘security by design’ e todo novo serviço precisa ser criado com a obrigação de ser seguro.”

Ele ainda lembrou que há o Centro Integrado de Segurança Cibernética, que fica em Brasília, que monitora os órgãos e as fraudes que usam os nomes de serviços de governo para aplicar golpes. Além disso, há uma portaria que obriga órgãos e repartições públicas a adotarem políticas de segurança, que incluem desafios semestrais para fixação das iniciativas.

Adoção do gov.br

A plataforma tem diferentes níveis de autenticação, o que garante maior segurança, mas também limita o acesso a serviços a cidadãos que não se habilitarem para categorias acima. Por exemplo, para ter o maior nível de acesso, padrão Ouro, é preciso que o usuário permita ao aplicativo gov.br escanear seu rosto. Segundo Ferreira, dos 156 milhões de usuários, cerca da metade estão com acesso nível prata ou ouro.

Dicas de segurança para usuário

Além da participação de Leonardo Ferreira, o evento contou também com Alessandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que destacou o papel de um aplicativo autenticador, como o do Googlee, para trazer maior segurança aos usuários.

Ele garante que não existe uma forma do cidadão estar totalmente protegido, mas ferramentas como essa aumentam o nível de segurança. Barreto também avisou sobre a necessidade de proteger os logins e senhas mais críticas, como o próprio gov.br e as contas bancárias. O uso de senhas seguras (longas e misturando diferentes tipos de caracteres) é essencial, assim como o uso de diferentes e-mails, para evitar o comprometimento inclusive dessa conta.

Gustavo Santana Borges, superintendente Coordenador do GT-Ciber da Anatel, ainda reforçou o papel de registrar um boletim de ocorrência (BO) ao cair em um golpe, não somente para agregar estatísticas, mas para estabelecer um modus operandi dos golpistas.

 

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