Principal moeda digital do mundo é o bitcoin, cujo preço subiu mais de 16 vezes este ano para mais de 17 mil dólares.

“Moedas virtuais do jeito que estão hoje com essa subida vertiginosa, onde não há lastro, não há ninguém para regular, levam a um risco tal que o Banco Central emitiu um comunicado alertando para os riscos”, disse Goldfajn a jornalistas.
A principal moeda digital do mundo é o bitcoin, cujo preço subiu mais de 16 vezes este ano para mais de 17 mil dólares. Nesta quarta-feira, a moeda era negociada a 16.200 mil dólares, em queda de 2,5 por cento, na bolsa Bitstamp.
Neste mês, as maiores bolsas de derivativos do mundo, CBOE e CME lançaram contratos futuros baseados no bitcoin, o que fez alguns investidores acreditarem em aumento da volatilidade da moeda.
“É uma moeda que hoje tem duas funcionalidades: a primeira é comprar para vender para frente e se aproveitar da subida, se ocorrer. Uma típica bolha, uma típica pirâmide que em algum momento vai deixar de subir e vai voltar. Segundo: às vezes as moedas são usadas como instrumentos de atividades ilícitas”, afirmou Ilan.
Em novembro, o BC divulgou comunicado ao público alertando que moedas digitais não têm garantia de qualquer autoridade monetária, “tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores”. No comunicado, o BC acrescentou que não há regras no sistema financeiro do país regulando tais ativos e que a autoridade monetária “não regula nem supervisiona operações com moedas virtuais”.