Intuito da empresa é desafiar a Intel no mercado.

Ter 48 núcleos, contudo, não é a principal inovação tecnológica desses processadores. Eles também usam um processo de fabricação de 10 nanômetros, que é algo que a Intel vem demonstrando dificuldade em implementar. Nesse processo, cada circuito do processador é separado dos vizinhos por apenas 10 bilionésimos de metro, o que permite que mais transistores (e mais poder de processamento) caibam no mesmo espaço.
Fora isso, os processadores também utilizam a tecnologia FinFET. Trata-se de uma maneira de encaixar os transistores de forma “tridimensional” no processador, uma tecnologia que também é usada pela Nvidia nas suas placas de vídeo com arquitetura Pascal. Essas tecnologias, segundo a Qualcomm, devem dar a seu processador mais eficiência energética, o que é interessante para data centers.
Isso porque eletricidade é o principal custo operacional de data centers. Não se trata apenas da energia para manter os processadores rodando: os data centers também gastam muito com refrigeração, para manter as máquinas em uma temperatura segura. Quanto mais eficientes os processadores forem, menos energia eles consomem e menos calor eles emitem, o que representa um benefício duplo.