Novos modelos de negócios devem acompanhar adoção de redes inteligentes, segundo especialistas que participaram do Smart Grid Forum 2015.

Para Donatelli, a disrupção tecnológica vai levar à convergência de negócios e criação de serviços compartilhados, entre outras iniciativas. O armazenamento energético entra em pauta de forma mais consistente, principalmente com a adoção mais intensa de energias renováveis na matriz brasileira, incluindo a solar – para a qual se espera uma redução de preços – e a consolidação da eólica.
Participante do painel sobre regulação, Fernando Dias Perrone, assistente da diretoria de Regulação da Eletrobras, lembrou outro aspecto das mudanças tecnológicas em curso: a infraestrutura de rede. “Ela é fundamental para que a smart grid avance”. O especialista também destacou o tema da eficiência energética, lembrando que as perdas do setor, principalmente na distribuição, “sujam” a matriz energética. “Os índices estão acima de 20% tanto no segmento elétrico como no de saneamento, ou seja, jogamos no ralo uma boa parte da produção de água e de energia”, enfatizou.
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Já Fernando Damonte, gerente de Negócios da argentina Quantum, avalia que o modelo de negócios das distribuidoras deve mudar – da simples venda de energia para comercialização da capacidade de rede. O consultor também destacou que apesar do crescimento das fontes renováveis como solar e eólica, há uma necessidade de criação de sistemas de backup, o que pode elevar os custos de instalações como essas, cálculo que deve ser considerado com atenção nos projetos.