Com tamanha ‘revolução’ que a nova modalidade pode trazer, as companhias devem se familiarizar com a automação de testes para garantir mais rapidez e eficiência na aplicação da moeda virtual.
Considerado um dos principais projetos de inovação, competitividade e digitalização financeira, o real digital entrou em fase de testes há dois meses, com a promessa do Banco Central (BC) de concluí-lo em 2024. A moeda virtual poderá ser usada em pagamentos, compras, transações e investimentos e continuará com o mesmo valor do real em cédulas e moedas. Uma de suas vantagens é o controle das transações segundo a lei de proteção dos dados, impedindo, portanto, violações.
Segundo estudo da organização Atlantic Council, em dezembro, só 11 dos 114 países que atualmente estudam as moedas digitais do Banco Central conseguiram implementar suas iniciativas com sucesso. Dezoito nações estão, atualmente, em uma fase piloto, importante para garantir a segurança e a infraestrutura por trás do real digital.
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Para Rogério Athayde, CTO da keeggo, empresa fornecedora de soluções de tecnologia, essa fase de testes que antecede a implementação é extremamente importante, principalmente porque envolve o uso de tecnologia em meios de pagamentos. “Antes de qualquer lançamento de produto, software ou projeto, é fundamental que se realizem testes de integração para não haver conflito com outras funcionalidades e garantir a segurança dos usuários. Ainda mais quando falamos de implementações no ambiente financeiro, não se pode correr o risco dos indivíduos quererem realizar as transações e os comandos não funcionarem, ou ocorrer vazamento de dados”, comenta Athayde.
É nesse cenário que a automação de testes se torna uma peça-chave. O desenvolvimento de um novo componente, seja no sistema que for, sempre demanda uma etapa de avaliação, em que se analisa a segurança e seu funcionamento, observando se não está comprometendo o usuário ou outras tarefas. Um exemplo seria implementar um novo meio de pagamento, como cartão de crédito, mas ele afetar o pagamento por Pix. A automação de testes, entre outras funções, evitaria esses inconvenientes e, em contrapartida, agilizaria a implementação.
Com a moeda digital, caso seu projeto venha a ser concluído, não será diferente, e servirá de alerta às empresas que quiserem aderi-la. “Mesmo com a proporção da chegada do real digital, que poderá revolucionar a economia do país, ainda assim será um componente novo nos sistemas e para as equipes de testes. Então, as companhias que decidirem por sua implementação não poderão deixar de lado a fase de testes, facilitada pela automação, que acelera o processo e garante a segurança da funcionalidade”, explica
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