A implantação contínua de redes 5G, a internet das coisas (IoT) e a demanda do setor automotivo são os três maiores impulsionadores da receita de semicondutores no próximo ano fiscal, de acordo com uma nova pesquisa e análise emitida pela KPMG.
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A empresa de contabilidade observou que os fabricantes de semicondutores mudaram suas estruturas organizacionais em resposta a essas tendências, com 53% dos entrevistados relatando que aumentaram seu foco em requisitos operacionais específicos para aplicativos quentes – e longe de chipsets de uso geral que podem ser usados em vários produtos.
“Na verdade, o principal desafio em termos de desenvolvimento de produtos e levá-los ao mercado, conforme citado por 30% dos entrevistados, é o fato de que os clientes estão exigindo soluções mais complexas”, disse a empresa.
Os resultados são de uma pesquisa da KPMG com 156 executivos seniores de empresas globais de semicondutores que no quarto trimestre de 2020
IoT criando demanda por sensores mais poderosos
A indústria vê sensores e sistemas mecânicos microelétricos como a categoria de maior crescimento para seus produtos, de acordo com a KPMG, com microprocessadores em segundo lugar e chips analógicos/RF em terceiro. O forte crescimento contínuo na demanda de sensores/MEMS (sistemas microeletromecânicos) está sendo impulsionado em grande parte pelo crescimento das implantações de IoT, que tendem a exigir muitos sensores.
A principal fonte de demanda, no entanto, foram as comunicações sem fio, especificamente o 5G, que requer um posicionamento mais denso de estações base que seu predecessor 4G, o que significa que é necessário mais silício para atender a uma determinada área geográfica. Portanto, é fácil ver como o 5G reforçou a demanda de semicondutores.
A retenção de talentos é uma prioridade
Sem surpresa, dados os problemas de fornecimento que têm atormentado o setor, bem mais da metade dos entrevistados disse que a cadeia de fornecimento é uma prioridade estratégica – mas mais surpreendente é o fato de que não é a resposta mais comum. Em vez disso, 77% das empresas pesquisadas disseram que a retenção de talentos estava entre suas principais prioridades, em comparação com 60% que disseram o mesmo sobre problemas de oferta.
“A indústria vem lidando com uma escassez de talentos há vários anos, já que as empresas não semicondutoras começaram a desenvolver seus próprios chips e capacidades de silício”, afirmou o relatório.
Parte da razão pela qual o talento é uma prioridade tão alta, de acordo com a KPMG, é matemática simples – quando quase nove em cada 10 empresas de semicondutores esperam aumentar sua força de trabalho nos próximos 12 meses, e cerca de um terço espera fazê-lo por um fator de 10% ou mais, é difícil saber de onde virão esses novos trabalhadores de semicondutores.
“Neste ambiente, as empresas fariam bem em pensar seriamente em requalificar e requalificar os trabalhadores existentes, iniciar programas de aprendizagem e fazer parcerias com faculdades e universidades para aumentar o número de graduados com diplomas tecnológicos relevantes”, disseram os autores do relatório.
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