Levantamento oferece um mergulho profundo em 60 dias de ataques DDoS liderados pelos hacktivistas mais famosos do mundo
A Radware, fornecedora de soluções de segurança cibernética e entrega de aplicações, divulgou um novo relatório, o Hacktivism Unveiled: Insights sobre as pegadas dos hacktivistas. O documento fornece uma análise comparativa e aprofundada das motivações, alvos, táticas e técnicas de ataques de negação de serviço (DDoS) dos 15 grupos de hacktivistas políticos e religiosos mais ativos do mundo.
Durante o período entre 18 de fevereiro e 18 de abril de 2023, mais de 1.800 ataques de negação de serviço foram reivindicados por hacktivistas políticos e religiosos em 80 canais do Telegram:
- NoName057(16) reivindicou quase 30% dos ataques, seguido por Anonymous Sudan (18%) e Mysterious Team (13%). O NoName057(16) é, de longe, o hacktivista DDoS mais ativo entre os hacktivistas pró-russos com orientação política.
- Anonymous Sudan, Mysterious Team e Team Insane PK são responsáveis pela maior parte da atividade de DDoS de cunho religioso e ficaram em segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente, entre os hacktivistas que reivindicaram o maior número de ataques.
- Embora possa haver dúvidas sobre o alinhamento do Anonymous Sudan com o governo russo, seus motivos e padrões de ataque sugerem um grupo com motivação religiosa e não política.
- O Killnet, o grupo com maior destaque na mídia e frequentemente suspeito da maior atividade hacktivista de DDoS, não se classificou entre os 15 principais hacktivistas, reivindicando 11 ataques durante o período, em comparação com os 544 ataques do NoName057(16).
- O Passion, grupo hacktivista criminoso pró-russo que se tornou lucrativo e fornece serviços DDoS de aluguel, destaca-se entre os hacktivistas que têm como alvo grandes organizações de nuvem dos EUA.
Países mais atacados
Durante o período de 18 de fevereiro a 18 de abril de 2023:
- Israel encabeçou a lista dos países mais atacados, com 11% dos ataques DDoS, seguido pela Índia (9%), Polônia (8%) e Austrália (8%). Israel, Índia e Austrália foram alvos de hacktivistas pró-islâmicos durante as recentes operações #OpIsrael, #OpIndia e #OpAustralia.
- Os Estados Unidos (6%) e a Alemanha (6%), seguidos pela Suécia (5%), Ucrânia (5%), Dinamarca (4%) e Itália (4%) completaram a lista dos 10 países mais visados.
- A Polônia é o único país entre os cinco primeiros que foi especificamente visado por hacktivistas pró-russos em ataques relacionados à guerra russo-ucraniana.
Já os principais sites atacados no período foram:
- Os sites de empresas (19%), governo (18%) e viagens (13%) foram os mais visados pelos hacktivistas, seguidos por serviços financeiros (7%), educação (6%) e saúde e medicina (4%).
- Os sites de empresas e do governo foram atacados pela maioria dos principais grupos de hacktivistas que foram rastreados no relatório.
- Os sites de serviços financeiros e de viagens foram os principais alvos do NoName057(16), Team Insane PK, Mysterious Team e Anonymous Sudan.
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