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Relatório de cibersegurança destaca conflito geopolítico como causa do aumento de malware em 2022

CPR destaca que a guerra na Ucrânia desencadeou um crescimento de ataques cibernéticos em 38% em 2022 e de malware de “interrupção e destruição” 

O Relatório Anual de Cibersegurança da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, aponta para a guerra na Ucrânia como um dos destaques no aumento de ciberataques em 2022. Os ataques cibernéticos aumentaram 38% em 2022 em comparação com o ano anterior, com registros de que uma organização no mundo foi atacada em média 1.168 vezes por semana. 

As fronteiras entre as operações cibernéticas patrocinadas por Estados e o hacktivismo tornaram-se cada vez mais indistintas, pois os estados-nações agem com anonimato e impunidade. Grupos hacktivistas afiliados e não-estado tornaram-se ainda mais organizados e eficazes, segundo a empresa. 

De acordo com a empresa, os ciberataques não devem diminuir e a tendência é que cresçam em 2023. Isso porque a migração para a nuvem criou uma superfície de ataque mais ampla para os cibercriminosos, e as ferramentas legítimas que todos usamos serão ainda mais manipuladas pelos cibercriminosos. Isso já foi demonstrado no caso do ChatGPT, com cibercriminosos russos tentando contornar as restrições da API da OpenAI e obter acesso ao chatbot por motivos maliciosos. 

Mais destaques do estudo 

As principais descobertas apontadas pelos pesquisadores neste relatório incluem: 

As descobertas do Relatório de Cibersegurança 2023 são baseadas em dados extraídos do Check Point ThreatCloud Cyber-Threat Map, a rede que analisa as principais táticas que os cibercriminosos estão usando para realizar seus ataques. 

 

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