No Brasil, relatório avaliou a cidade de São Paulo que agrega características de modelo “Anchor” e “Beta city”.

O caminho “Anchor” corresponde às cidades que desenvolvem um único aplicativo para resolver problemas urgentes, como congestionamentos, e depois agregam outros aplicativos com o passar do tempo. O caminho “Platform” se refere à construção de uma infraestrutura de base necessária para atender uma grande variedade de aplicativos e serviços inteligentes. E o caminho “Beta City” é marcado pela experimentação de vários aplicativos pilotos para avaliar seu desempenho antes da tomada de decisões de implantação de longo prazo.
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O estudo encontrou diferenças importantes entre as cidades, mesmo entre aquelas que seguem o mesmo tipo, e oferece orientações para os líderes locais sobre estratégias de sucesso que foram usadas em outros municípios para transformá-los em cidades mais inteligentes, seguras e sustentáveis.
Desenvolvido pela Machina Research, uma empresa especializada em inteligência de mercado estratégica relacionada à Internet das Coisas (IoT), a pedido da Nokia, o guia foi desenvolvido através de uma pesquisa primária sobre as estratégias e progressos de 22 cidades ao redor do mundo.
O estudo conclui que existem várias práticas específicas usadas pelas cidades inteligentes que parecem oferecer um benefício universal, incluindo:
• Cidades bem sucedidas estabeleram regras abertas e transparentes para o uso de informações (necessárias para todas as cidades inteligentes) por departamentos governamentais e parceiros, sejam essas informações gratuitas ou monetizadas para cobrir os custos da gestão de dados.
• Muitas cidades que já estão em uma fase adiantada do processo se comprometeram em tornar a tecnologia da informação e comunicação (ICT) e a infraestrutura de Internet das Coisas acessíveis tanto para os usuários governamentais quanto não governamentais, e evitaram a criação de divisões entre os departamentos do governo.
• Os governos (e seus parceiros terceirizados) que trabalharam para contar com a participação ativa dos habitantes nas iniciativas da cidade foram particularmente efetivos, principalmente nos casos onde os benefícios são mais visíveis, como iluminação e estacionamento inteligente.
• A infraestrutura da cidade inteligente deve ser escalável, podendo crescer e evoluir para atender às necessidades futuras e garantir que tanto os dados públicos quanto privados estejam protegidos.
• As cidades serão mais beneficiadas se escolherem parceiros de tecnologia que podem fornecer capacidade de inovação, investimento e experiência em tempo real, além de plataformas de tecnologia abertas, evitando problemas de dependência de fornecedor.
O estudo também apresenta vários exemplos reais de como muitas cidades estão gerenciando os desafios como os mencionados acima.
Em São Paulo, por exemplo, os projetos relacionados à cidades inteligentes focaram principalmente duas frentes específicas: segurança e iluminação pública. No primeiro item, foi analisada a solução de big data lançada em 2014 pelo Departamento de Segurança Pública, que integra as ligações recebidas nos call centers da polícia, às imagens das câmeras espalhadas pela cidade e ao patrulhamento policial. Já em iluminação, ganhou destaque a troca dos atuais postes de iluminação por postes com LED, mesmo que estes ainda não incluam sensores inteligentes.
Também foram encontradas iniciativas de monitoramento ambiental (com sensores que verificam a qualidade do ar e cujos resultados são publicados online), além da disponibilização de WiFi gratuito em espaços públicos e da criação de um laboratório de mobilidade urbana (MobiLab) para o desenvolvimento de soluções para melhoria da gestão do transporte, do trânsito e da mobilidade na cidade.
Espera-se que 66% da população mundial resida em áreas urbanas até 2050[1], tornando essencial que governos e outros públicos de interesse implementem estratégias para atender mais eficientemente as necessidades da crescente população. ICTs inteligentes e plataformas de Internet das Coisas desempenham um papel fundamental na evolução das cidades inteligentes. O estudo concluiu que muitas cidades já estão se beneficiando dessas tecnologias para otimizar serviços e infraestruturas, tomar decisões mais bem embasadas, impulsionar o desenvolvimento econômico, promover as interações sociais e tornar suas comunidades mais seguras e ecológicas, ao mesmo tempo que melhoram a entrega de vários serviços públicos.