Sucesso motivou prefeitura a também utilizar a tecnologia em projeto contra a dengue.
Com o uso de imagens de satélite em alta resolução, a Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) conseguiu aumentar em R$ 7 milhões a arrecadação anual de IPTU da cidade. O projeto, desenvolvido pela Empro – Empresa Municipal de Processamento de Dados responsável pela gestão de TI – em parceria com a Imagem – empresa de sistemas de informação geográfica, teve como base o remapeamento urbano de São José do Rio Preto, por meio da implantação de um software de gerenciamento de informações geográficas (GIS).
O início do GIS em Rio Preto teve como marco a criação do Programa de Modernização da Arrecadação Tribuitária – PMAT, em 2001, que recebeu investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Parte da verba foi destinada à aquisição de imagens de satélites de alta resolução (Quickbird com 60 cm de resolução) e da implantação de uma solução GIS corporativa (integrada) para a atualização de toda base cartográfica (arruamento, quadras, faces de quadra, etc.) da cidade.
“Saber quantas são as unidades imobiliárias e quem são seus proprietários eram as informações base para iniciar o trabalho com cada secretaria”, explica Carlos Henrique de Souza, gerente de Geoprocessamento da Empro. O recadastramento teve um resultado imediato para a prefeitura: a correção dos valores do IPTU, que aumentou a arrecadação em mais de R$ 7 milhões, um crescimento de quase 38% em relação ao exercício fiscal anterior.
Com o mapeamento concluído, no final de 2003, o foco da Empro passou a ser a disseminação das soluções GIS pelas secretarias municipais. Entre os benefícios obtidos com a aplicação, destaca-se a análise espacial para o combate da dengue. Cruzando os dados do sistema SUS e dos prontuários de consultas com as informações georreferenciadas da cidade, a Secretaria Municipal de Saúde e Higiene – SMSH – pode identificar e bloquear os setores afetados pelo Aedes Aegyti e orientar a atuação dos fiscais sanitários.