A transformação digital da saúde não para de crescer no Brasil – e junto com ela, surgem novas e urgentes oportunidades para os provedores de internet (ISPs). Dados da 6ª edição do Perfil do Paciente Digital, divulgados pela Doctoralia em 2024, revelam que 84% dos agendamentos de consultas médicas no país já são feitos via dispositivos móveis.
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Esse movimento amplia, de forma direta, a demanda por conectividade de alta performance, estabilidade e, sobretudo, serviços adicionados. Para os ISPs, o recado é claro: não basta mais entregar banda larga. É preciso entregar soluções.
A tendência já é percebida por fornecedores do ecossistema. Um exemplo é a Digitro, que apresentou recentemente ao mercado uma solução white label de plataformas de colaboração e contact center, focada em ISPs. Na prática, os provedores podem agregar ao seu portfólio serviços como atendimento omnichannel, videoconferência, central de relacionamento e suporte remoto, com sua própria marca.
Não existem dados públicos muito detalhados e específicos apenas para o setor de saúde relacionados a gastos com telecomunicações. Porém, estudos do setor corporativo indicam que as instituições de saúde, especialmente hospitais e grandes redes, investem significativamente em telecomunicações para suportar: Sistemas de prontuário eletrônico; Plataformas de telemedicina; Comunicação interna e externa; Segurança da informação; e Infraestrutura para atendimento digital 24/7.
Estima-se que, em média, o setor hospitalar e de saúde represente entre 5% a 10% dos gastos de TI e telecom das instituições, dado que a conectividade é crítica para suas operações.
Oportunidades à mesa
- Telemedicina como serviço (TaaS): Parcerias com healthtechs para oferecer acesso a plataformas de videoconsulta, prontuários digitais e agendamento online.
Plataformas de colaboração B2B: Soluções de videoconferência, contact center e suporte remoto para clínicas, hospitais e pequenas empresas.
Segurança cibernética como serviço: Proteção de dados sensíveis, firewalls gerenciados e VPNs para empresas de saúde e usuários finais.
Edge computing e CDN locais: Redução de latência para garantir a qualidade de chamadas médicas e dados críticos.
Planos com QoS (Qualidade de Serviço): Ofertas específicas para profissionais de saúde, com priorização de tráfego para vídeo e dados sensíveis.
