O seguro cibernético passa por uma fase de consolidação como instrumento de gestão de risco e proteção financeira nas empresas, acompanhando a ampliação da superfície digital e o aumento dos incidentes de segurança. Projeção da Credence Research indica que o mercado global deve crescer de US$ 20,88 bilhões em 2024 para US$ 118,97 bilhões até 2032, com taxa média anual de 24,3%.
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O movimento é sustentado pela elevação dos custos associados a ataques como ransomware, interrupções operacionais e vazamentos de dados, além do avanço de exigências regulatórias e contratuais. Nesse cenário, o seguro deixa de ser um produto complementar e passa a integrar a estratégia de continuidade de negócios, especialmente em setores com alta dependência de dados e operações digitais.
A dinâmica competitiva também evolui. Seguradoras ampliam o uso de modelos baseados em dados e inteligência artificial para subscrição, precificação e gestão de sinistros, ao mesmo tempo em que reforçam parcerias com fornecedores de cibersegurança para oferecer serviços integrados de prevenção e resposta a incidentes.
No Brasil, o mercado ainda está em fase de expansão, com espaço relevante de crescimento. A Globus Seguros registrou aumento de 50% no volume de apólices entre 2024 e 2025 e projeta dobrar a operação até 2027, movimento puxado principalmente pela entrada de empresas de médio porte.
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram que os prêmios de seguro cibernético cresceram 880% nos últimos cinco anos, indicando amadurecimento do segmento. Ainda assim, menos de 40% das empresas contam com cobertura, o que evidencia um mercado subpenetrado diante do nível de risco atual.
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