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Sob “efeito calendário”, IAV-IDV indica recuperação das vendas

Para maio, o IAV-IDV espera alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) constatam para abril um crescimento realizado das vendas da ordem de 6,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A mudança da Páscoa deste ano para abril (ao contrário de 2013 que foi em março) afetou a base de comparação, principalmente, no segmento dos não duráveis, de maior peso nas medições.

Este dado foi levantado pelo IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente pelos associados do IDV, que também espera um crescimento real nas vendas de 6,9% em maio e de 8,4% em junho, em relação aos mesmos períodos do ano passado, retomando o ritmo de crescimento médio de 6,5%. Já para julho, o aumento esperado é de 4,1%, na mesma comparação.

“O primeiro quadrimestre de 2014 apresentou indicadores expressivamente superiores àqueles de 2013, com média de crescimento do IAV-IDV de 5,4% contra média de 2,1% no ano passado, sugerindo perspectivas melhores para o varejo nacional. Conforme medido pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE, e corroborado pelo IAV-IDV, março apresentou menor crescimento nas vendas muito influenciando pelo efeito calendário, mas o indicador do IDV já aponta a retomada do crescimento em abril”, analisa o presidente do IDV, Flávio Rocha.

O varejo de não-duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou alta de 9,7% em abril, e a expectativa de crescimento para este e os próximos dois meses para o segmento é de1,6% em maio, 10,6% em junho e 4,5% em julho, sendo essas variações em função do efeito Copa do Mundo, além de ser usual este tipo de variação.

Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, teve desempenho moderado em abril, com alta de 4,2%. Em relação aos próximos meses, a expectativa é de crescimento de 12,8% em maio, 9,5% em junho e 5%, em julho, sempre em comparação aos mesmos períodos do ano anterior.

Além disso, os associados divulgaram que o segmento de bens duráveis atingiu 3,1% em abril de 2014 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Para este e os próximos dois meses, as expectativas de aumento são de 9,6% em maio, 4,1% em junho e 2,9% em julho, na mesma comparação.

 

 

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