Em sua primeira visita ao Brasil, o Managing Director da empresa, Edward Hagan, falou com exclusividade ao Portal Meta-Análise sobre a importância da estruturação e análise dos dados para o sucesso das corporações.
Uma recente pesquisa da IDG Research Services junto a CIOs, revelou que 58% das empresas atribuíram às suas estratégias de gestão de informações uma nota média “C”. O estudo também revelou que mais de 50% descreveram as práticas de gestão de informações de sua organização como “caóticas” ou “reativas”.
De olho nessa grande massa de executivos insatisfeitos, a BearingPoint, uma das maiores empresas de consultoria em gestão empresarial e tecnologia do mundo, lançou um conjunto de soluções de Gestão de Informações (IM – Information Management) que promete ajudar empresas e agências governamentais a estruturar e administrar o crescimento exponencial do volume e complexidade das informações. A expectativa da companhia, segundo Robert Ilse, Manager Director de Technology Solutions da BearingPoint, é que a solução alcançe no Brasil um crescimento no número de implementações da ordem de 20% até o final do ano.
Em sua primeira visita ao Brasil, o Managing Director da empresa, Edward Hagan, falou com exclusividade ao Portal Meta-Análise sobre a importância da gestão de informações para o sucesso das corporações e detalhou a estratégia global da BearingPoint para a oferta da solução Information Management.
Meta-Análise: Qual o objetivo de sua visita ao Brasil?
Edward Hagan: Minha vinda ao País é parte de uma estratégia global da BearingPoint que visa divulgar nossa solução Information Management, que contempla todos os passos de um projeto de gestão de informações, desde o levantamento das necessidades da empresa e desenvolvimento da estratégia até a implementação e gestão dos sistemas. Nesse contexto, estou visitando nossas filiais em vários países, dando suporte técnico e comercial aos times locais. Aqui no Brasil estou participando de alguns eventos e visitando clientes potenciais da solução.
M.A.: O que motivou o lançamento do portfólio IM?
E.H.: É muito comum ouvirmos reclamações de decisores sobre o excesso de dados inúteis e desestruturados que recebem, sendo que as informações relevantes, que realmente poderiam ajudá-los na tomada de decisões estratégicas são escassas. Além disso, muitas empresas utilizam diferentes softwares no processo de extração e tratamento de dados, o que pode gerar, em muitos casos, relatórios divergentes. Com a solução IM trabalhamos para identificar pontos que precisam ou podem ser melhorados na estrutura de dados da empresa, como formas mais rápidas e eficientes de procurar e utilizar as informações existentes dentro do sistema da companhia para melhorar a gestão do negócio.
M.A.: Por que investir em uma solução de gestão de informações?
E.H.: Executivos de todos os segmentos sempre focaram suas estratégias e investimentos no resultado final, em formas de aumentar as vendas, o lucro. Agora, porém, essa mentalidade está mudando e eles estão percebendo que para ter melhores resultados é necessário se atentar para o processo como um todo e, ao mesmo tempo, se preocupar com cada detalhe desse processo. E as informações são dados preciosos que, se bem estruturados, bem gerenciados, podem apontar a direção correta a seguir, a melhor estratégia a traçar, a decisão acertada a tomar. Ou seja, os executivos e CIOs estão percebendo que informações de qualidade podem render dinheiro.
M.A.: O que causou essa mudança comportamental dos gestores?
E.H.: Um dos principais fatores que motivou essa diferença de postura foi a competitividade, cada vez mais acirrada, que hoje se vê em todos os segmentos de mercado, forçando os executivos a criarem novas formas de se colocarem à frente de seus concorrentes e de tomarem decisões acertadas, já que as margens de lucro estão cada vez menores e um simples erro pode ser fatal para os negócios. E não há forma mais eficaz para planejar estratégias e tomar decisões do que se basear em informações analíticas, em dados concretos.
Outro fato determinante para o surgimento desse novo CEO, também gerado pelo aumento da competitividade, foi a segurança das informações estratégicas. Antigamente o roubo ou vazamento de informações eram raros e evitá-los se restringia a cuidar da parte física dos dados. Atualmente, com o avanço da tecnologia, descobrimos que a melhor forma de mitigar tais riscos, que hoje podem quebrar uma empresa, é classificas as informações existentes no sistema para assim limitar o acesso a tais dados por departamentos, cargos ou níveis hierárquicos.
M.A.: Qual o papel do CIO nesse novo cenário em que os dados são requisitados e utilizados por vários departamentos dentro de uma empresa?
E.H.: Essa é uma questão bastante delicada. Em geral, os CIOs ainda detêm as informações, apesar de se preocuparem mais com a infraestrutura de TI da empresa do que com a gestão dessas informações, daí ser comum em algumas empresas que os responsáveis pelos dados sejam os CFOs. Essa confusão já fez surgir até uma nova figura no mercado, o CDO (Chefe Data Office), profissional focado na gestão e análise de dados. Acredito, no entanto, que o caminho para o sucesso seja o envolvimento de todos os principais executivos da empresa no processo de análise de informações e tomada de decisões, inclusive do CEO.
M.A.: Como a era da interatividade, a Web 2.0, impactou a gestão das informações?
E.H.: De fato é cada vez mais comum que as empresas queiram compartilhar seus dados com seus colaboradores, clientes, canais, parceiros. E isso novamente requer atenção à questão da segurança. Por outro lado, é preciso estruturar e analisar as opiniões, sugestões, feed-backs, desses novos agentes, pois esses dados são decisivos para a melhora no relacionamento da empresa com seus clientes e parceiros, podendo contribuir também para a criação ou aprimoramento de produtos e serviços.