Em junho de 2018, o Grupo Stefanini começou uma atualização da infraestrutura e migrou para a hiperconvergência, trazendo o dobro de capacidade de processamento à sua base. A iniciativa, que no começo só pretendia ser um refresh tecnológico, abriu espaço para um novo negócio: a nuvem. A partir daí, a empresa começou a oferecer soluções como serviço (SaaS) e agora prepara uma oferta de nuvem o mercado.
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Segundo Rogério Vinícius, diretor de TI da Stefanini, a intenção não é competir com players já estabelecidos nesse mercado, mas entregar soluções que possam ser facilmente integráveis com outras aplicações de seus clientes. “Ideia é entregar propostas com mais valor ou mesmo infraestrutura como serviço (IaaS), mas com coisas a mais, como soluções de gerenciamento, integração com outras nuvens”, explica.
A proposta da nuvem surgiu quando a empresa passou para a hiperconvergência da Nutanix. Com o excesso da capacidade, a direção da Stefanini percebeu a oportunidade de oferecer serviços em cloud e criou uma nova área de negócios. “Nossos próprios clientes já hospedavam nossas soluções na nuvem a partir de outras empresas”, lembra Vinícius.
Para não ficar para trás, a Stefanini decidiu integrar sua plaforma com a de outras nuvens públicas e colocou todas as suas soluções como serviço. A hiperconvergência também permite escalonar a nuvem da empresa de forma mais fácil, enquanto softwares da Nutanix fazem a integração com outras clouds.
Os benefícios da hiperconvergência
Não foi só um novo negócio que a hiperconvergência trouxe para a Stefanini. Como já comentado, a intenção inicial era apenas atualizar a infraestrutura com 12 nós adicionados no Brasil. Com os benefícios que os softwares de virtualização, orquestração e gerenciamento trouxeram, a empresa adiantou a atualização da infraestrutura nos Estados Unidos, Romênia, Colômbia e Bélgica, contando com 49 nós de hiperconvergência no total (19 só no Brasil).
Para se ter uma ideia, o provisionamento de provedor para BPO de um cliente novo, que podia levar até dois meses,por causa da necessidade de adquirir um servidor e instalá-lo, hoje leva alguns minutos graças a automatização do orquestrador. “Como trabalhávamos só com OPEX, nós dobramos a capacidade computacional mantendo os mesmos gastos de TI”, diz o diretor.
A experiência foi tão boa que a empresa colocou todos os sistemas de gestão interna (ERP, chatbot, sistemas de RH, etc), com exceção dos que são em nuvem, sobre a hiperconvergência e se tornou uma revenda da Nutanix. A previsão de crescimento da infraestrutura é conforme a demanda, mas a empresa já prepara anúncios de aquisição de empresas para ajudar no crescimento no mercado de nuvem.
