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Telecom é o segmento mais ameaçado por malwares de nuvem

Foto: divulgação

Telecomunicações é vertical que apresenta mais downloads de malware originados de aplicações em nuvem, chegando a 62%, em comparação de 53% em outros setores 

Um novo relatório da Netskope, focado na cibersegurança do setor de telecomunicações, mostrou que este é o segmento com mais downloads de malware da nuvem, com 62%. Os Trojans dominaram essas ameaças, liderados por ormBook, Razy e Valyria. Outras famílias de malware importantes direcionadas às organizações de telecomunicações incluíam o ransomware Ako, o infostealer PonyStealer e o backdoor Zusy.

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A popularidade do fornecimento de malware na nuvem em telecomunicações permaneceu consistentemente alta nos últimos 12 meses, passando a maior parte desse período entre 60% e 70%. Em média, 62% dos downloads de malware em telecomunicações vieram de aplicações em nuvem, em comparação com 53% em outros setores. 

A Netskope explica que o uso indevido de aplicações em nuvem para o fornecimento de malware permite que os invasores escapem dos controles de segurança, que dependem principalmente de listas de bloqueio de domínios e filtragem de URLs ou que não inspecionam o tráfego em nuvem. 

Em comparação com outros setores, o de telecomunicações está empatado com o de serviços financeiros por ser o setor com a maior porcentagem de downloads de malware da nuvem nos últimos 12 meses. 

Depois dos trojans, o tipo mais comum de malware foi as explorações baseadas em arquivos. Completando os cinco primeiros estão os infostealers, backdoors e downloaders. As explorações baseadas em arquivos, backdoors e downloaders foram muito mais comuns no setor de telecomunicações em comparação com outros setores. 

Uso de nuvem 

A adoção de aplicações em nuvem continua a aumentar no setor de telecomunicações, com as empresas usando essas aplicações para melhorar a produtividade e permitir forças de trabalho híbridas. O número de aplicações com as quais um usuário de telecomunicações interage aumentou de 22 para 24 aplicações nos últimos 12 meses, em linha com outros setores. Apenas 1% dos principais usuários interagiram com 76 aplicações por mês, em média, abaixo da média de 95 aplicações em outros setores. 

Os usuários de telecomunicações baixaram dados de aplicações em nuvem a uma taxa um pouco maior do que a de outros setores, com 95% em telecomunicações em comparação com 93% em outros setores. O setor de telecomunicações liderou outros setores por uma margem ainda maior em uploads, com 74% dos usuários fazendo upload de dados mensalmente, em comparação com 65% em outros setores. 

O OneDrive é a aplicação mais popular no setor de telecomunicações com a maioria das preferências, com 54% de todos os usuários o acessando todos os dias, em comparação com 46% dos usuários em outros setores. Outros produtos da Microsoft, incluindo Teams, SharePoint e Outlook.com, também são populares no setor de telecomunicações. O Google Drive e o Google Gmail são menos populares, e outras aplicações têm popularidade comparável aos de outros setores. 

Talvez por isso o Microsoft OneDrive tenha sido a aplicação em nuvem mais popular utilizada para downloads de malware no setor de telecomunicações, representando 29% de todos os downloads de malware em nuvem, em comparação com 22% em outros setores. 

Outras aplicações principais para downloads de malware incluem sites de hospedagem de software gratuito (GitHub), aplicações de colaboração (SharePoint), serviços gratuitos de hospedagem na Web (Weebly, Squarespace), aplicações de armazenamento em nuvem (Azure Blob Storage, Google Drive, MediaFire) e aplicações de webmail (Outlook.com, Google Gmail). 

Recomendações 

O Netskope Threat Labs recomenda que as organizações do setor de telecomunicações revisem sua postura de segurança para garantir que estejam adequadamente protegidas contra essas tendências: 

Este relatório contém informações sobre as detecções levantadas pelo Netskope’s Next Generation Secure Web Gateway (SWG), sem considerar a importância do impacto de cada ameaça individual. As estatísticas deste relatório são baseadas no período de 1º de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023. As estatísticas refletem as táticas do invasor, o comportamento do usuário e a política da organização. 

 

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