A TIM Brasil apresentou os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2024, em que cresceu 6% em receita líquida no ano a ano. Foram R$ 6,41 bilhões no período, valor que deixa a empresa satisfeita visto que o crescimento foi maior que a inflação do período – de acordo com o IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses em setembro de 2024 foi de 4,42%. Desse montante, R$ 5,89 bilhões foram de serviços móveis, enquanto a receita de banda larga fixa (TIM Ultrafibra) rendendo R$ 234 milhões.
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Tanto a receita de serviços móveis quanto da TIM Ultrafibra tiveram crescimentos em linha com a receita líquida, 6,3% e 6%, respectivamente. No entanto, o crescimento de usuários do serviço de banda larga fixa se manteve praticamente estável com seus 793 milhões de assinantes (+0,3%). Esse crescimento tímido no número de usuários não provoca a TIM a ir atrás do mercado fixo, como comentou o CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, em coletiva de imprensa após a apresentação dos resultados financeiros.
Ele disse que não é a intenção da TIM ser um consolidador do mercado de fibra. Apesar dessa operação se oferecer como uma oportunidade, não chega a ser atrativo para a operadora por ser muito competitivo e não trazer um benefício evidente. Para o executivo, o processo de consolidação deve ocorrer entre pequenos e médios players.
“A pressão do ARPU (receita média por usuário) não vale a pena. A TIM tem um tamanho que a permite observar o mercado e se mover de acordo com sua própria necessidade. Comprar provedores pequenos não é o jogo dela no momento”, explicou.
Sobre a possibilidade da V.tal, uma das parceiras na estratégia da TIM Ultrafibra, comprar a operação fixa da Oi, Griselli diz que isso não deve mudar o posicionamento da operadora. “A banda larga é 4% do resultado da TIM, é pequena. A depender do que pode acontecer com a Oi, podemos ter alguma avaliação (na parceria).”
Foco no móvel
Griselli destacou que o mais importante para a TIM é o desempenho do segmento móvel, que voltou a crescer desde 2022 e que o ideal é que mantenha crescimentos acima da inflação. A base de clientes pré-pago caiu 4,7% e se encontra com 32,4 milhões de assinantes, mas o crescimento de 9,2% do pós-pago puxa para cima a receita, com seus 29,6 milhões de assinantes.
A TIM ainda prometeu investir entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões este ano, com maior volume indo para a expansão da rede 5G, mas também investindo em inovação e inteligência artificial. O plano é evoluir os casos de negócio com IA, principalmente para aumentar o NPS no atendimento e a produtividade de seus funcionários.
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