A tokenização de rede deve proteger cerca de 2,4 trilhões de transações de pagamento entre 2026 e 2030, o equivalente a 86% de todas as transações elegíveis no período. A projeção é da consultoria Juniper Research, que prevê crescimento anual composto (CAGR) de 18,1% no volume global de transações tokenizadas nos próximos cinco anos.
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A tokenização de rede (network tokenization) é uma evolução da tokenização tradicional em que o token é gerado e gerenciado pela própria rede de pagamentos das bandeiras de cartão, como Visa e Mastercard, em vez de ser criado por um comerciante ou provedor de pagamentos.
Nesse modelo, o número real do cartão (PAN) é substituído por um token exclusivo vinculado a um dispositivo, aplicativo ou estabelecimento específico. Como o token é administrado pela rede da bandeira, ele pode ser atualizado automaticamente quando o cartão é renovado ou substituído, reduzindo falhas em pagamentos recorrentes e aumentando a segurança.
Além de diminuir o risco de fraudes, a tokenização de rede melhora as taxas de aprovação das transações e viabiliza novas experiências de pagamento em carteiras digitais, dispositivos conectados e aplicações baseadas em inteligência artificial.
Segundo o estudo, a expansão da tecnologia será impulsionada pela capacidade de reduzir fraudes ao substituir os dados reais dos cartões por tokens, diminuindo o valor de informações eventualmente roubadas e reduzindo os pontos em que as credenciais originais ficam expostas durante uma compra.
A pesquisa também aponta que a adoção da tokenização de rede deve se tornar praticamente universal até 2030. Entre os fatores que aceleram esse movimento estão as iniciativas das principais bandeiras de cartões para ampliar a tokenização na Europa, além do crescimento orgânico observado em outros mercados.
Para a Juniper Research, os fornecedores da tecnologia precisam ir além da segurança dos cartões e posicionar os tokens como a camada de credenciais para relacionamentos duradouros entre consumidores e empresas. Isso inclui aplicações emergentes, como compras iniciadas por agentes de inteligência artificial, checkout para convidados e transações realizadas por dispositivos conectados.
“O maior valor da tokenização será viabilizar um comércio confiável e persistente em diferentes interfaces, como aplicativos, assistentes de IA, dispositivos vestíveis e fluxos autônomos, tornando-se uma camada fundamental para o comércio digital”, afirma Thomas Wilson, analista sênior da Juniper Research.
Além de fortalecer a segurança das transações, a consultoria avalia que a evolução da tokenização de rede será um dos pilares da próxima geração dos meios de pagamento digitais, sustentando novos modelos de comércio automatizado e experiências de compra cada vez mais integradas entre canais físicos e digitais.
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