Analista do Gartner afirma que a forma de valorizar esses executivos mudou e agora é preciso que se voltem ao desenvolvimento de negócios.
Cassio Dreyfuss, líder regional de Pesquisas do Gartner para o Brasil, afirma que já passou a época em que o CIO valorizado era aquele com a capacidade de montar uma infraestrutura de TI com poucos recursos, onde se integrava diferentes fornecedores em um mesmo ambiente.
Isso porque os arranjos organizacionais inibirão a transformação digital. “Esse processo vai mudar isso”, diz. A nova estrutura organizacional será baseada em um modelo multifuncional e bimodal, voltado para previsibilidade e desenvolvimento. “Toda a orquestração já será automatizada para que o CIO se dedique a novos projetos”, afirma o analista.
Ainda de acordo com Dreyfuss, o CIO ainda poderá seguir o mesmo caminho de hoje, focado na entrega de serviços em alta disponibilidade, desde que aproveite os benefícios da transformação digital. Por outro lado, se ele quiser realmente fazer parte da mesa executiva da corporação, ele deve se voltar ao negócio como um todo, desenvolvendo aplicações para aumentar a eficiência de sua empresa.
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CIOs brasileiros devem seguir o mesmo caminho
Segundo as análises do Gartner, as empresas brasileiras ainda não estão na vanguarda da transformação digital, principalmente devido aos atuais problemas econômicos e políticos enfrentados. Dreyfuss comenta, por exemplo, que os orçamentos para a TI tem caído nos últimos dois anos e que as empresas tem o desafio de lidar com isso e se transformar para não ficar para trás no mercado mundial.
“Os CIOs brasileiros devem fazer parte dessa jornada para o futuro”, avalia. “Junto a um programa robusto de otimização de custos, as empresas nacionais não devem atrasar a sua mudança em direção a plataformas digitais de negócios. O nosso diferencial criativo, exemplificado em sistemas como do Imposto de Renda, tem que ser aproveitado para que ocorra esse processo”, encerra o analista.