Desde que a OpenAI liberou a geração de imagens no ChatGPT para todos os usuários, milhões de criações começaram a surgir diariamente. Mas a trend de fotos transformadas no estilo do Studio Ghibli fez a plataforma bombar mais do que o esperado. Em seu ápice, estima-se que mais de 40 milhões de imagens foram geradas por dia, trazendo um consume enorme de energia.
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Cada imagem gerada consome, em média, 1 watt-hora (Wh) de energia, o que significa um gasto diário de 40 megawatt-horas (MWh) — o suficiente para abastecer mais de 7 mil residências brasileiras por um dia inteiro. É energia suficiente para manter uma pequena cidade acesa — gerada apenas para alimentar uma trend nas redes sociais, como estima a MIT Technology Review Brasil.
De acordo com a revista, Sam Altman, CEO da OpenAI, chegou a dizer que as GPUs da empresa estavam “derretendo” diante da demanda. O crescimento da IA generativa está colocando pressão sobre a matriz energética global, e especialistas alertam que, se não houver avanços em eficiência computacional e ampliação do uso de energias renováveis nos data centers, a conta ambiental pode crescer em ritmo tão acelerado quanto as tendências da internet.
Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit, evento internacional voltado à inovação e sustentabilidade no setor de energia, lembra que cada prompt enviado a uma IA consome energia. Se isso acontece em escala de bilhões, há uma pressão sobre a infraestrutura energética.
“O desafio é garantir que essa nova era digital seja alimentada por fontes limpas e sustentáveis, e não por uma matriz ultrapassada que comprometa nossas metas climáticas”, afirma. “É preciso entender que o consumo energético da IA generativa não é apenas uma externalidade curiosa — ele já se tornou uma variável estratégica na transição energética global.”
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