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Trump proíbe compra de Qualcomm pela Broadcom

Risco à segurança nacional é o principal motivo da ação, que não tem precedentes na história dos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu ontem (12/3) uma ordem que impede a compra da Qualcomm pela Broadcom. De acordo com ele, a transação é uma ameaça à segurança nacional. “Há provas que me levam a acreditar que a Broadcom, ao exercer o controle da Qualcommm pode tomar medidas que prejudicam a segurança nacional dos Estados Unidos”, descreve a ordem.

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O documento ainda afirma que o comprador e a Qualcomm devem abandonar imediata e permanentemente a aquisição proposta. A iniciativa de Trump representa uma ação nunca antes vista na história dos Estados Unidos, onde um presidente proíbe uma proposta de transação entre empresas.

Na semana passada, a Broadcom já havia sofrido embargo em sua tentativa de compra da Qualcomm pelo Committee on Foreign Investment in the U.S. (CFIUS), órgão que regula o investimento de estrangeiros no país. A Broadcom, então, adiantou seus planos de deslocar a sua sede de Cingapura para os Estados Unidos até 3 de abril, dois dias antes da reunião anual de acionistas da Qualcomm, onde a a Broadcom esperava colocar seus diretores em votação.

A medida faria com que o CFIUS não pudesse regular a compra, já que a Broadcom passaria a ser norte-americana. Mas a ordem de Trump prevê esse cenário e mantém a proibição do negócio independentemente da nacionalidade da compradora. “A Qualcomm deve realizar a reunião anual de acionistas no prazo de 10 dias após a notificação por escrito da reunião fornecida aos acionistas de acordo com a Lei da Companhia Geral de Delaware e esse aviso deve ser fornecido o mais cedo possível”, diz Trump na ordem.

A principal preocupação dos norte-americanos é de que a Qualcomm, que opera negócios substanciais com o governo, perca a relevância no desenvolvimento da tecnologia 5G para a China, que hoje investe fortemente na banda larga móvel.

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