Em dezembro de 2016, o departamento de finanças e serviços administrativos de Seattle publicou regras em torno da sindicalização dos motoristas.

Ao invés de bater de frente com a decisão, as empresas passaram a apoiar uma ação judicial da Câmara do Comércio dos Estados Unidos, que tem um perfil totalmente voltado ao patronado; mas, em agosto passado, um juiz dispensou a ação sob alegação de que ela era prematura, tendo em vista que Seattle ainda nem tinha implementado as mudanças aprovadas no ano anterior.
Justiça argentina pede bloqueio do Uber no país
Em dezembro de 2016, o departamento de finanças e serviços administrativos de Seattle publicou regras em torno da sindicalização dos motoristas, indicando como deveriam proceder para negociar melhores condições de trabalho e quais seriam os trâmites necessários para a formação de uma entidade representativa. Foi então que a Uber resolveu dar um passo mais largo, abrindo ela mesma um processo contra a autoridade judicial da cidade.
Para a empresa, a nova lei é “arbitrária e caprichosa”, e também inconsistente com “leis fundamentais de trabalho”. Chega a ser curioso ver a Uber empenhada numa batalha contra os trabalhadores, como destaca o site The Verge, tendo em vista que a empresa disse recentemente que 2017 seria “o ano do motorista”, a quem devotaria energia e recursos em busca de uma melhora de relacionamento.
O Verge, inclusive, descobriu no ano passado evidências de que a Uber estava usando uma organização ligada à CIA para investigar políticos próximos ao sindicalismo em Seattle — algo que a própria empresa confirmou, considerando o esquema um mero esforço para entender o cenário político local.
Uma audiência estava marcada para 10 de fevereiro, mas acabou mudada para 17 de março. A Lyft disse ao Verge que não está participando da batalha, mas que a acompanha com interesse.