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Unesp vira referência em migração para o IPv6

Instituição de ensino começou a implantação em 2010 e hoje possui 83% dos sites de conteúdo utilizando o IPv6.

O VI Fórum Brasileiro de IPv6, que aconteceu está semana em São Paulo, contou com a participação da Assessoria de Informática da Unesp, que aproveitou o evento para apresentar sua bem sucedida migração para o IPv6. Atualmente, 25% do tráfego da Internet da universidade e 83% dos sites de conteúdo são transportados em IPv6.

Iniciada em 2010, com a troca de todo o parque de switches, a operação tinha como objetivo começar a implantação pelo site da instituição, mas restava um equipamento crítico a ser trocado, o que dificultou o processo. Outro problema foi a falta de um provedor de acesso que fornecesse o IPv6. A solução foi utilizar um serviço de túnel 6to4 como forma de acesso, que depois foi substituído por um serviço experimental de Internet do Nic.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).

Foi apenas em 2011 que o site principal se tornou visível por meio do IPv6. No ano seguinte, a Unesp passou a contar com uma instrução normativa que possibilitou a disseminação do novo protocolo em suas unidades.

Para Carlos Coletti, coordenador do grupo de redes da Unesp, existe uma insegurança muito grande na implantação do novo protocolo. “O software evoluiu bastante, já existe um suporte bem avançado, e as dificuldades encontradas antes, já foram ultrapassadas”, diz. “Agora seria um bom momento para a implantação”, afirma.

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De acordo com Coletti, a partir da introdução do IPv6 na universidade, as empresas passaram a enxergar a universidade como um grande implementador. Antonio Moreira, gerente de projetos e desenvolvimento do Nic.br e responsável pelo VI Fórum Brasileiro de IPv6, espera que o caso da Unesp incentive outras instituições, universidades e empresas a fazer a migração.

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