A escassez de profissionais qualificados continua sendo um dos principais desafios para empresas de tecnologia. Em resposta a esse cenário, a V8.Tech adotou uma estratégia baseada na mobilidade interna para reter talentos, reduzir o turnover e aumentar a eficiência na alocação de especialistas entre projetos.
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Segundo dados da Fundação Instituto de Administração (FIA), profissionais de tecnologia têm o dobro de probabilidade de deixar seus empregos em menos de três anos. Além da dificuldade para preencher vagas, a rotatividade compromete a retenção de conhecimento técnico e a continuidade dos projetos.
Para minimizar esse impacto, a V8.Tech estruturou um modelo de realocação planejada de colaboradores entre diferentes projetos e unidades de negócio. A iniciativa busca reduzir a dependência de contratações externas e diminuir períodos de ociosidade entre contratos.
De acordo com Carolina Martins Piombo, diretora de Recursos Humanos da V8.Tech, 19% das posições preenchidas pela empresa nos últimos 12 meses foram ocupadas por profissionais realocados internamente.
“O modelo foi fundamental para reduzir nosso turnover em 30%, permitindo preservar conhecimento e dar continuidade aos projetos com mais agilidade”, afirma.
A estratégia é apoiada por uma atuação integrada entre RH e lideranças das áreas de negócio. A empresa monitora continuamente as competências técnicas dos profissionais, a disponibilidade para novos projetos e os interesses de desenvolvimento de carreira, antecipando movimentações antes do encerramento dos contratos.
“Conectamos as lideranças em uma governança ágil para identificar oportunidades antes do fim de cada ciclo de projeto, acelerando a transição de forma preditiva”, explica a executiva.
Além de reduzir a rotatividade, o modelo também diminui o tempo de onboarding em novos projetos. Como os profissionais já conhecem a cultura organizacional, os processos internos e as arquiteturas utilizadas pela empresa, a adaptação ocorre de forma mais rápida, reduzindo o tempo necessário para iniciar as entregas aos clientes.
A empresa afirma ainda que a mobilidade interna contribui para a progressão de carreira dos colaboradores, oferecendo novos desafios sem que seja necessário buscar oportunidades fora da organização.
Sob a perspectiva financeira, a estratégia também reduz custos relacionados à contratação e à substituição de especialistas, como recrutamento, treinamento, integração e perda temporária de produtividade.
A iniciativa acompanha uma tendência observada no mercado. Segundo levantamento da Robert Half, 24% das empresas registraram aumento na demanda por profissionais temporários, movimento que reforça a busca por modelos mais flexíveis de gestão de talentos e alocação de equipes.
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