Vendas assumem ritmo mais moderado de expansão, mas Móveis e Eletrodomésticos continuam a crescer em dois dígitos.
Considerando o Varejo Ampliado (que também agrega automóveis e materiais de construção), as vendas subiram 4,8%, acumulando 8% de alta no ano. As vendas de automóveis avançaram 3,6%, contra 3,7% no mês anterior, enquanto os materiais de construção tiveram expansão de 6,5%, contra 6,6% de agosto. “A oferta de crédito impulsiona o consumo, mas a queda na confiança dos consumidores em setembro, por conta dos desdobramentos da crise global, fez com que os consumidores adiassem suas decisões de compra”, comenta Goes. Um exemplo disso é a expansão de 7,7% nas vendas de informática e comunicação, muito abaixo dos 26,3% do mês anterior.
O desempenho do varejo brasileiro continua sendo destaque entre as principais economias mundiais. Na Alemanha, por exemplo, o crescimento foi de apenas 0,2%, enquanto no Reino Unido as vendas subiram 1,5% e em Portugal caíram 6,2%. Nos Estados Unidos o avanço foi de 7,9%, ainda que sobre uma base de comparação bastante tímida.
No Brasil, o bom comportamento dos principais índices macroeconômicos, como renda, massa salarial e juros, garantiu uma alta moderada das vendas de bens semiduráveis. Em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, por exemplo, houve alta de 10,6%. Já tecidos, vestuário e calçados tiveram alta de 0,6%. “A base de comparação é muito forte, uma vez que no ano passado a alta das vendas foi de dois dígitos”, diz Goes.
O segmento de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram mais um mês com vendas abaixo da média: desta vez, crescimento de 3,5%. “O setor vem crescendo de forma moderada neste ano. Em setembro, a desaceleração da inflação deu um novo impulso às vendas”, analisa Goes.
Com a alta de 7% nas vendas no acumulado do ano, as expectativas do varejo para 2011 são otimistas. “O cenário macroeconômico é positivo e deverá continuar a haver uma ligeira desaceleração do varejo nos próximos meses, por conta da base elevada de comparação. Esperamos que nos próximos meses, as vendas do varejo cresçam na faixa de 4,5% a 5,5%, fechando o ano na faixa dos 6% a 6,5%, o dobro do que é esperado para o PIB“, conclui.