Streaming, home office, aula online, chamadas de vídeo, jogos e dezenas de dispositivos conectados ao mesmo tempo passaram a fazer parte da rotina das famílias brasileiras. Com essa mudança, a internet que há poucos anos atendia bem deixou de acompanhar o novo padrão de consumo. Reflexo disso é que a velocidade média da banda larga fixa no Brasil cresceu 72% nos últimos três anos, saltando de 79 Mega para 136 Mega, segundo levantamento do comparador Melhor Escolha.
Para Hadassa Rodrigues, Especialista em Telecomunicações do Melhor Escolha, esse número traduz uma mudança estrutural no setor. “Nos últimos três anos, o Brasil passou por uma transformação na infraestrutura de telecomunicações. A fibra óptica é uma grande responsável por isso, pois chegou em regiões que antes dependiam de tecnologias muito mais lentas, o que acabou refletindo diretamente nas médias de velocidade registradas”.
A competição entre provedores teve papel decisivo nesse movimento. “O avanço dos provedores regionais também foi um dos responsáveis por esse crescimento. Eles entraram em mercados em que as grandes operadoras ainda não atendiam bem, e isso forçou uma melhora geral na qualidade dos serviços em todo o país”, complementa a especialista.
O levantamento também mostra diferenças importantes entre os estados brasileiros. Em 2025, o Distrito Federal registrou 158 Mega de média, seguido por São Paulo (153 Mega) e Paraná (144 Mega), enquanto estados como Bahia e Ceará registraram 99 e 110 Mega, respectivamente, ficando abaixo da média nacional. Para Hadassa, fechar essa lacuna entre as regiões mais conectadas e as que ficaram para trás é o próximo desafio do setor.
“A velocidade média do país evoluiu muito nos últimos anos, mas ainda existe uma desigualdade no acesso à internet banda larga de qualidade. Em muitas regiões, as pessoas ainda enfrentam limitações que impactam desde o trabalho e os estudos até o acesso a serviços básicos do cotidiano. O próximo passo do setor é garantir que esse avanço chegue de forma mais equilibrada em todo o país”, finaliza Hadassa.
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