Por meio de fato relevante, a Vivo apontou cálculos iniciais que mostram uma sinergia entre a estratégia da operadora e a aquisição dos ativos da Oi Móvel. Segundo a empresa, há uma economia de R$ 5,4 bilhões relacionadas com eficiências em custos e capex, líquidas do investimento e custos de integração. O valor é o mesmo que a empresa deve desembolsar para completar o pagamento dos ativos adquiridos.
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Segundo a Vivo, as sinergias se apresentam em quatro áreas:
- Rede: com a redução dos custos da operação e manutenção e a aquisição de sites, gerando menores despesas com implantação do 4G e 5G, com rede core e backhaul e otimização de TI. A expectativa é um valor de R$ 1,8 bilhão.
- Espectro: menores despesas com expansão de capacidade, com retorno de R$ 1,7 bilhão.
- Comercial: integração da estrutura de vendas, suporte aos clientes e marketing, somando mais R$ 1 bilhão.
- Outras áreas: ágio e alocação do preço de compra do espectro, base de clientes e outros itens que podem levar a um caixa de R$ 900 milhões.
Com o fechamento da compra, a Vivo agora trabalha para integrar os ativos. Os primeiros passos são limpeza do espectro e a adaptação dos sites, que devem ir até o final de setembro deste ano. A migração dos 12,5 milhões de acessos que a Vivo ganhou também já começou, na modalidade roaming-like (onde o atendimento e a rede ainda são fornecidos pela Oi). A migração completa deve iniciar ainda no segundo trimestre de 2022, prosseguindo até os primeiros meses de 2023.
O que a Vivo adquiriu
Em seu investimento de R$ 5,4 bilhões para adquirir parte dos ativos da Oi, a Vivo conquistou:
- 12,5 milhões de acessos, sendo 37% pós-pago e 63% pré-pago.
- 43 MHz de espectro nas frequências de 1.800 MHz, 2.100 MHz e 900 MHz, com cobertura nacional.
- 2,7 mil antenas (sites).
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