A Vivo divulgou nesta terça-feira (30/10) o balanço financeiro e operacional do terceiro trimestre de 2018. No período, a empresa registrou um crescimento no EBITDA recorrente – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de 5,3% no comparativo anual, totalizando R$ 3,9 bilhões. A empresa também mostrou crescimento no lucro líquido, de 159,9% comparado ao mesmo período do ano passado, fechando em R$ 3,2 bilhões.
Para CEO da Vivo, próximo governo precisa ter estratégia de digitalização da sociedade
O resultado é reflexo do aumento do EBITDA e por efeitos não recorrentes do trimestre, relacionados à decisão transitada e julgada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) relativa ao pagamento de PIS e COFINS sobre o ICMS relativo às operações da Vivo entre 2004 e 2013. Excluindo estes efeitos, o lucro ainda apresenta crescimento de 56,6% no trimestre.
Parte do aumento deste índice também recai sobre os custos operacionais recorrentes, que mantiveram a trajetória de queda e apresentaram redução de 4,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, em um período em que a inflação foi de 4,5% (IPCA-12M).
De acordo com a Vivo, a estratégia de focar em negócios de maior valor, como planos pós-pagos e expansão da rede de fibra, além das iniciativas de digitalização que garantem o crescimento das margens e melhor experiência aos clientes, também são responsáveis pelo bom resultado.
A operadora investiu quase R$ 2,4 bilhões no trimestre, concentrando os recursos na ampliação da rede de fibra – presente hoje em 104 cidades de 15 estados do país – e na maior cobertura e capacidade na tecnologia 4G e 4G+ (nome comercial da tecnologia 4,5G). Nos nove meses do ano, os investimentos somam mais de R$ 6 bilhões, o que representa 18,8% da Receita Operacional Líquida – aumento de dois pontos percentuais na comparação ao mesmo período do ano passado.
Negócio móvel
A receita líquida móvel apresentou aumento de 1,8% no terceiro trimestre, influenciado pela forte atividade comercial por meio de canais de vendas físicos e virtuais, adicionando aproximadamente 1 milhão de novos clientes pós-pagos em sua base somente no trimestre. O crescimento da receita deve-se à expansão de 8,2% na receita de dados e serviços digitais, e à maior receita de aparelhos, que cresceu 72,4% na comparação com trimestre anterior.
O total de acessos móveis atingiu 74,4 milhões ao final do terceiro trimestre do ano, praticamente estável frente ao mesmo período do ano passado. Os acessos pós-pago apresentam crescimento consistente, alcançando 39,4 milhões de acessos, um aumento de 10,5% no período. A base de clientes pós-pagos já é maior que a de clientes pré-pagos, representando 53% da base móvel total.
No mercado de Machine-to-Machine (M2M) a base de acessos segue crescendo e atinge 7,6 milhões de clientes em setembro de 2018, um crescimento de 30,5% quando comparado ao mesmo período do ano passado.
Banda larga e telefonia fixa
A receita líquida fixa apresentou queda de 5,4% no trimestre, puxada pelo encerramento de um grande contrato corporativo, considerado pontual pelos executivos da operadora. Desconsiderando esse fator, a receita cairia 2% no período, apresentando uma melhora na tendência devido à evolução positiva da Receita de Banda Larga que cresceu 14,2%, mas ainda afetada pela queda natural das Receitas de Voz e pela redução da tarifa de interconexão fixa ocorrida em fevereiro de 2018.
Do total da receita de banda larga, aproximadamente 70% se refere à receita de ultra banda larga, que apresentou crescimento de 28,5% no comparativo anual. O aumento acompanha o volume de acessos em ultra banda larga, que já representa 65,8% da base, com crescimento de aproximadamente 10%, impulsionado pelo nível recorde em adições líquidas em FTTH, que no trimestre chegou a quase 170 mil.
No serviço de TV por assinatura, a receita registrou crescimento de 0,8% no comparativo anual, motivada pela estratégia mais seletiva para este serviço, com foco em produtos de maior valor, como IPTV, que apresentou crescimento de receita de 44,3% no período, de forma a proporcionar a melhor experiência para o cliente e otimizar a rentabilidade do segmento. Embora os acessos totais do serviço tenham reduzido em 1,1% no trimestre – devido a decisão estratégica da Companhia em despriorizar a tecnologia DTH – o serviço segue em ascensão com o IPTV (TV por fibra) que registrou aumento de 52,7% nos acessos.
A receita de dados corporativos e TI reduziu 16,4%, por conta de um grande contrato corporativo registrado no terceiro trimestre de 2017, o que criou uma base maior de receita para a comparação anual. Ao excluir esse efeito, a receita cresceria 4,1% no período, em função do crescimento das receitas de dados, cloud e serviços de TI. Já a receita de voz apresentou redução de 16,3% no período, devido principalmente à maturidade do serviço e à substituição fixo-móvel. Os acessos seguem a tendência de queda, e apresentou redução de 5,7%.
