Modelo é centrado em oferecer a disrupção a clientes, incluindo PMEs, a partir de soluções inovadoras.
A Vivo Empresas, área de B2B da operadora, anunciou ontem (9/3) a conclusão da ampliação de seu data center localizado em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Com um investimento de R$ 125 milhões, o espaço foi ampliado em 2,3 mil m², o que completa uma área de 88 mil m² de data centers da operadora no Brasil.
Anatel multa Telefônica em R$ 370 milhões por quebra de regras na telefonia fixa
A iniciativa veio da demanda pelo crescimento da empresa no mercado de data center e nuvem. De acordo com o vice-presidente de B2B da Vivo Empresas, Alex Salgado, a companhia tem crescido no setor e alcançou uma parcela relevante dentro do grupo. “Mesmo com o mercado estagnado, temos trazido novos clientes e aumentado o market share”, afirma.
A base para o crescimento é o mercado de nuvem e por isso a Vivo tem focado em uma estratégia multicloud, apoiada em parcerias de virtualização com a VMware e open stack da Huawei. A intenção é oferecer além de espaço, seja em nuvem ou para colocation, ofertando soluções de big data, segurança (patrimonial e de informação) e Internet das Coisas (IoT).
As pequenas e médias empresas (PME) também estão dentro do escopo da Vivo, que está de olho na migração para nuvem. Segundo Salgado, muitos clientes ainda contam com seu próprio data center “in house”, a maioria com infraestrutura desatualizada e precária. “Eles esperam o momento de atualizar a infra para migrar”, explica.
Por isso, a operadora tem um plano de ação para ajudar a migração. O primeiro passo é oferecer o colocation da infraestrutura de data center que o cliente tem, que muitas vezes é mal condicionado quando “in house”, preservando o investimento já feito. Em seguida, parte-se para a virtualização de aplicações legadas, parte complexa de um projeto, diz Salgado.
Dessa forma, a Vivo acaba prestando um serviço de consultoria para os clientes PMEs, que podem não contar com um especialista em TI para guiar o projeto. “Ajudamos o cliente a fazer a transição e seguimos prestando suporte”, explica o executivo.
Ainda de acordo com Salgado, a Vivo suporta o modelo multicloud de seus clientes, acreditando no mantra de que não existe uma única nuvem que responda para todas as aplicações, sendo necessário a integração entre diferentes provedores. Por isso a oferta do Vivo Open Cloud, que permeia infraestrutura, plataforma e software como serviço (IaaS/PaaS/SaaS, respectivamente). “Os clientes têm diferentes maturidades para aderir a tecnologias, por isso apoiamos de acordo com cada um, suportando a evolução”, encerra.
