*por Luciano Guareschi
Transformação digital não é um termo exatamente novo – passa, inclusive, uma sensação de futuro dos anos 1990 -, porém continua presente com toda a força possível em pleno 2024. Olhando para o setor corporativo, ela se tornou em mais do que uma vantagem competitiva: trata-se, hoje, de uma necessidade estratégica para a sobrevivência e o crescimento das empresas.
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Recentemente, o termo “transformação digital” ganhou um catalisador inesperado — a inteligência artificial (IA). Essa tecnologia é a garantia de que as organizações que já conhecem a importância de coletar dados conseguem acessar e entender essas informações em um tempo muito mais curto, com mais eficiência e servindo de acelerador para a tomada de decisões estratégicas.
A transformação com a ajuda da IA entrega experiências modernas como chatbots mais parecidos com pessoas que não necessariamente falam apenas com o cliente final, mas entregam insights importantes para a própria companhia, sempre com o tempo de resposta acelerado graças aos dados e informações coletados anteriormente.
Pensando no segmento financeiro, sempre bastante sensível, aplicar a IA com a quantidade enorme de dados que o setor já possui garante maior segurança contra fraudes em diversos pontos da jornada do cliente na instituição — seja ele pessoa física ou jurídica. Um exemplo já presente no cotidiano é a autenticação com base no reconhecimento facial para aprovar uma transação ou assegurar uma análise de crédito em poucos minutos, além da oferta personalizada de produtos no aplicativo do banco ou cartão de crédito.
Já em telecomunicações, a IA consegue prever falhas nas redes de forma inédita, diminuindo custos operacionais antigos para avaliação manual de toda a infraestrutura. No atual boom da conexão satelital, contar com a IA antecipando problemas em partes dos equipamentos é um dos maiores aliados em pontos nos quais a manutenção física não é simples, barata e pode levar semanas para acontecer — lançar um foguete com correções em um satélite é caro, demorado e depende até das condições climáticas.
No varejo, a cadeia de suprimentos vem registrando bons resultados com a IA implementada na previsão de demanda sazonal, gerando redução de custos ao não preencher o estoque sem venda garantida. Na indústria extrativa, dados analisados com o apoio da IA permitem efetuar o mapeamento de estradas de mineração e reconhecer obstáculos que podem causar elevado consumo e desgaste, principalmente nos pneus de veículos pesados.
Apesar da IA ser uma excelente solução em tantas áreas, as empresas precisam ter em mente que a tecnologia não solucionará tudo como uma bala de prata, sozinha. Ela precisa de dados para entender, tomar decisões, utilizar o machine learning para, só depois disso, ter as respostas rápidas, processos em menor tempo, queda no custo operacional e tantas outras vantagens.
Com a IA alimentada pelos dados bem coletados e armazenados, empresas data driven serão mais ágeis e competitivas, bem como poderão encontrar novos mercados em que nem sequer atuam, reduzindo custos, aumentando a inovação e aprimorando a experiência do cliente. *Luciano Guareschi é CEO da Compass UOL no Brasil
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