Estudo da Frost & Sullivan mostra que os serviços de valor agregado IP irão ajudar as empresas a atrair novos clientes.
Adoção de VoIP e UC pode gerar US$ 88 bilhões até 2018
Para Carina Gonçalves, analista Telecom da Frost & Sullivan, as empresas de telecomunicações estão inovando em termos de canais de vendas para atingir pequenas e médias empresas. Vendas porta-a-porta, agentes de vendas e lojas online estariam entre os meios utilizados para aumentar a venda de linhas de telefonia fixa e outros serviços de TI.
“No Brasil, é importante essas empresas possuírem uma linha de telefonia fixa para construir credibilidade com os clientes e promover relações financeiras com bancos e fornecedores. Por esse motivo, bem como a disponibilidade de pacotes combinados, a telefonia fixa ainda é um segmento lucrativo”, afirma Gonçalves.
No entanto, a pesquisa apontou uma preferência em manter linhas fixas tradicionais ou dados móveis para serviços de segurança e monitoramento eletrônico, conforme 83,7% das empresas consultadas. Essas empresas também dependem de conexões móveis “máquina-a-máquina”, tanto para conexão primária como para fins de backup.
Telefonia móvel do futuro
Relevante, 27,8% das empresas entrevistadas contrataram sistemas de gestão de telefonia móvel para a cultura BYOD “Bring Your Own Device”. Além disso, 68,4% das empresas afirmaram ter mais de 21 linhas móveis disponibilizadas.
Um dos fatores predominantes para essa tendência foi identificado pela utilização de WiFi interno e para clientes nas empresas entrevistadas – cerca de metade já adepta à disponibilização do recurso. Com isso, as provedoras de telecomunicações estariam enxergando uma oportunidade para oferecer combos de serviços de internet.
Ao mesmo tempo, 59,7% das empresas afirmaram não contratar qualquer aplicativo de mobilidade empresarial, uma vez que não acreditam ser relevante para o modelo de negócio. “Para sobreviver neste novo ambiente, serviços de valor agregado agem como diferenciadores cruciais e reforçam a necessidade de consolidação no mercado de telecomunicações”, conclui Gonçalves.