Juiz da comarca de Lagarto, em Sergipe, determinou que operadoras interrompessem acesso a aplicativo.

WhatsApp será bloqueado por três dias
“Foi uma surpresa”, disse Steinfeld, sobre o bloqueio do serviço. A decisão é um desdobramento de outra, ocorrida em março, quando o mesmo juiz da comarca de Lagarto determinou a prisão de Diego Dzodan, principal executivo do Facebook. Ambas as determinações da Justiça estão relacionadas ao não cumprimento de determinações da Justiça em relação a ordens judiciais que pediam acesso ao conteúdo das comunicações de usuários suspeitos de cometer crimes. A empresa norte-americana, que é controlada pelo Facebook, alega que não pode cumprir as determinações, pois adota criptografia em todas as mensagens.
Logo após o bloqueio, o WhatsApp se manifestou por meio de nota. “Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil. Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos.”
‘Desproporcional’. Além do próprio WhatsApp, especialistas em direito digital condenaram a decisão do juiz Marcel Montalvão, afirmando que a medida é “desproporcional” e pune um número grande de usuários – o WhatsApp tem mais de 100 milhões de usuários ativos no País – em função de um único caso. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, também se manifestou a respeito. “Bloqueio não é solução”, disse Rezende.