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YouTube vira arma na mão de cibercriminosos, que usam deepfakes para enganar vítimas

Segundo o Relatório de Ameaças da Avast do primeiro trimestre deste ano, os golpes, phishing e malvertising representaram 90% de todas as ameaças em dispositivos móveis e 87% das ameaças em desktops. Além disso, a equipe de pesquisadores de ameaças descobriu um aumento significativo em golpes que aproveitam táticas sofisticadas, como o uso de tecnologia deepfake, a sincronização de áudio manipulado por inteligência artificial, a apropriação do YouTube e outras redes sociais para disseminar conteúdos fraudulentos.

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Embora todas as redes sociais sejam um terreno naturalmente fértil para golpes, o YouTube se tornou um canal importante para o crime. De acordo com a telemetria da Avast, 4 milhões de usuários únicos foram protegidos contra ameaças no YouTube no ano passado, e aproximadamente 500 mil foram protegidos de janeiro a março de 2024.

Sistemas automatizados de publicidade, combinados com conteúdos gerados pelos usuários, proporcionam uma porta de entrada para que os cibercriminosos evitem medidas de segurança convencionais, tornando o YouTube um canal poderoso para disseminar phishing e malware. Entre as ameaças mais proeminentes da plataforma estão ladrões de credenciais como Lumma e Redline, páginas de destino para golpes e phishing, e software malicioso disfarçado como legítimo ou de atualização.

Os golpistas também têm recorrido muito a vídeos como isca. Seja a partir de imagens de arquivo ou elaborado com deepfake, os golpistas estão utilizando todas as variedades de vídeo em suas ameaças. Uma das técnicas mais comuns é explorar pessoas famosas e eventos midiáticos significativos para atrair grandes audiências. Essas campanhas muitas vezes utilizam vídeos deepfake, criados ao se apropriar de vídeos oficiais de eventos e utilizando IA para manipular a sincronização de áudio. Esses vídeos combinam perfeitamente o áudio alterado com os elementos visuais existentes, dificultando para um olhar inexperiente distingui-lo entre os autênticos.

Além disso, o YouTube serve como condutor para sistemas de distribuição de tráfego (TDS), direcionando as pessoas para sites maliciosos e apoiando golpes que vão desde falsos brindes a esquemas de investimento.

Como o YouTube virou arma do cibercrime

Algumas das táticas mais comuns pelas quais o YouTube é explorado para golpes incluem:

O crescente negócio de malware como serviço (MaaS)

Com o aumento dos golpes, os cibercriminosos estão aproveitando uma nova oportunidade de negócio: o Malware como Serviço (MaaS). Através deste modelo, grupos do crime organizado podem recrutar criminosos, em menor escala, que desejam ganhar dinheiro rápido distribuindo malware em nome do grupo. Esses criminosos podem comprar o malware, assinar contratos para distribuí-lo ou compartilhar os lucros em uma parceria de comissão.

Dentre os programas maliciosos mais utilizados em MaaS está o ladrão de informações, que continua encontrando novos canais de distribuição. Por exemplo, o DarkGate foi observado se propagando através do Microsoft Teams, utilizando phishing. O Lumma Stealer, outro ladrão de informações MaaS, continua se propagando através de software infectado disseminado no YouTube, utilizando falsos tutoriais para enganar as vítimas. Isso destaca ainda mais que essas cepas – e seus criadores – nunca perdem a oportunidade de aproveitar a engenharia social para distribuir malware.

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