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5G para dispositivos IoT de baixo custo enfrenta desafios

A evolução das redes 5G voltadas para Internet das Coisas (IoT) deve seguir um caminho diferente do previsto inicialmente. De acordo com um novo estudo da Omdia, a tecnologia 5G RedCap (Reduced Capability) enfrenta obstáculos que limitam sua adoção em larga escala, enquanto o eRedCap (enhanced RedCap) desponta como a alternativa com maior potencial para ocupar o segmento intermediário de conectividade entre dispositivos LTE e aplicações completas de 5G.

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Segundo a consultoria, a principal barreira para o RedCap continua sendo a disponibilidade restrita de redes 5G Standalone (SA), arquitetura necessária para suportar a tecnologia. Além disso, os módulos RedCap permanecem mais caros que as alternativas baseadas em LTE, dificultando a justificativa econômica para fabricantes e empresas que operam grandes frotas de dispositivos IoT.

Outro fator apontado pelo estudo é a ausência de pressão para substituição das redes LTE. Como ainda não existem cronogramas amplamente definidos para o desligamento dessas redes em diversos mercados, muitas empresas preferem manter equipamentos LTE em operação ou investir diretamente em módulos 5G completos para prolongar o ciclo de vida dos dispositivos.

Expansão do 5G SA pode mudar o cenário

A Omdia avalia que esse cenário tende a evoluir à medida que a cobertura das redes 5G Standalone se amplia. O ritmo de implantação acelerou ao longo de 2025 e deve alcançar áreas menos densamente povoadas entre 2026 e 2027, criando condições para uma maior oferta de dispositivos RedCap, como wearables, câmeras de segurança e equipamentos industriais.

Mesmo assim, a consultoria acredita que será o eRedCap quem deverá assumir o protagonismo nesse segmento.

Desenvolvido para aplicações que não exigem altas taxas de transmissão, o eRedCap chega ao mercado em um momento em que as redes 5G SA já estarão mais maduras. Além disso, a tecnologia foi concebida para operar com menor complexidade e menor custo, características consideradas decisivas para aplicações corporativas de IoT.

Mercado ainda está no início

Os primeiros módulos comerciais eRedCap começaram a ser lançados em 2026, enquanto os dispositivos finais devem chegar ao mercado em 2027. A expectativa da Omdia é que a adoção acelere entre 2028 e 2029, impulsionada pela queda dos preços dos módulos e pela consolidação do ecossistema de fabricantes e operadoras. A tecnologia deverá oferecer largura de banda de 5 MHz e velocidades em torno de 10 Mbps, suficientes para uma ampla gama de aplicações industriais e corporativas.

Para a consultoria, o eRedCap será especialmente competitivo em projetos nos quais velocidade adicional não é um requisito, mas custo reduzido, menor consumo de energia e simplicidade operacional são fatores prioritários.

RedCap continua relevante

Apesar das dificuldades atuais, a Omdia não descarta o crescimento do RedCap. A consultoria afirma que a tecnologia deverá ganhar espaço nos próximos cinco anos à medida que os custos dos módulos diminuam, as redes 5G SA avancem e as operadoras iniciem o reaproveitamento do espectro hoje utilizado pelo LTE.

O analista sênior de IoT da Omdia, Alexander Thompson, observa que a expectativa inicial de rápida redução dos preços dos módulos RedCap não se confirmou, o que retardou a adoção em massa. Segundo ele, o eRedCap reúne vantagens competitivas importantes, como módulos naturalmente mais baratos, maior disponibilidade de redes compatíveis e casos de uso mais bem definidos para o mercado corporativo.

Impactos para operadoras e fornecedores

Para operadoras, fabricantes de módulos e fornecedores de soluções IoT, o estudo reforça que a expansão do 5G para dispositivos conectados dependerá menos da evolução tecnológica e mais da maturação do ecossistema. A disponibilidade de redes Standalone, a redução dos custos dos componentes e a definição de aplicações com retorno financeiro claro serão determinantes para acelerar a migração do LTE para as novas tecnologias de conectividade.

A avaliação também indica que o mercado de IoT deverá permanecer heterogêneo por muitos anos, com diferentes tecnologias – como LTE-M, NB-IoT, RedCap e eRedCap – coexistindo conforme os requisitos de desempenho, consumo de energia e custo de cada aplicação.

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