Aplicativo entra em uma estratégia mista que envolve a IoT e a guinada para o consumer.

Blockbit cresce 50% em um ano e se torna principal vendor brasileiro de cibersegurança
Conforme destaca o CEO da Blockbit, Eduardo Bouças, este é o primeiro passo da empresa no mercado consumidor, lançando uma aplicação para criar imagem no mercado. A versão beta, distribuída gratuitamente para os participantes do evento, visa estudar o modelo de negócio com o app, de acordo com o executivo.
“O aplicativo está pronto, mas queremos o feedback dos usuários para saber se cobramos pela aquisição do produto ou se é mais viável distribuir gratuitamente e cobrar por serviços diferenciados”, explica. O app também será lançado para o mercado corporativo, onde também está sendo estudado qual será o modelo de comercialização.
Além da partida para o mercado consumidor, o Blockbit Mobile também é um movimento para o setor de Internet das Coisas (IoT), afirma Bouças. “Nosso pé nesse segmento é no mobile, pois acreditamos que o Android será o sistema operacional que a maior parte dos dispositivos utilização”, diz.
O lançamento apenas para o sistema operacional do Google também foi uma opção da empresa, por possuir maior capilaridade (o software é utilizado por cerca de 86% da base global de smartphones), por ser mais frágil em questão de segurança da informação e mais fácil de implantar, de acordo com Bouças.
O aplicativo
O Blockbit Mobile utiliza a base de inteligência do Blockbit Labs, que conta com mais de 5 milhões de aplicativos analisados e mais de 1 milhão malwares detectados. Com bases nessas assinaturas, ele consegue bloquear o download de um aplicativo malicioso no momento da aquisição, evitando o ataque.
Já o firewall permite negar comunicações em função da reputação de IPs e também em caso de uma infecção, evitando que mais dispositivos na rede sejam infectados. Além disso, permite que usuário faça uma lista negra com os países com os quais não deseja que seu smartphone se conecte, como a Rússia ou a China, origem de grande parte dos ataques.
O aplicativo ainda conta com uma função de detecção de WiFi e Bluetooth pirata. Nesse tipo de ataque, hackers simulam redes que tenham o mesmo nome que a da residência do dono do smartphone ou mesmo de outras públicas. Dessa forma, se a função WiFi ou Bluetooth estiver habilitada, o aparelho vai tentar se conectar com redes já conhecidas, sendo a brecha para o cibercriminoso ter acesso aos dados do usuário. Utilizando dados de geolocalização, o antivírus consegue bloquear essa tentativa de conexão.
Por fim, o Blockbit Mobile também apresenta análise dos riscos em configurações do sistema feitas pelo usuário, análise em tempo real de apps e arquivos, dashboard indicativo de possíveis ameaças classificadas por nível de impacto e detecções por eventos e por escaneamento manual.