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DeepSeek V4 barateia IA

O mercado de inteligência artificial ganhou um novo competidor com a chegada do DeepSeek V4, modelo de linguagem de larga escala lançado pelo Instituto Brasileiro de Educação em Inteligência Artificial (ibe.IA). A principal aposta da nova plataforma é a redução de custos: segundo a organização, o modelo pode diminuir em até 95% o valor de utilização da IA avançada em comparação com soluções equivalentes disponíveis atualmente no mercado.

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Apresentado em um cenário de forte expansão da IA generativa, o DeepSeek V4 busca atender a uma demanda crescente por tecnologias mais acessíveis e escaláveis. O modelo conta com versões voltadas para diferentes necessidades, incluindo a V4-Pro, destinada a aplicações de alta performance, e a V4-Flash, focada em eficiência operacional e menor consumo de recursos.

Outro destaque é a capacidade de contexto ampliada, que pode alcançar cerca de 1 milhão de tokens, permitindo o processamento de grandes volumes de informações e interações mais complexas. A característica amplia o potencial de uso em projetos corporativos, automações, análise de dados e desenvolvimento de agentes inteligentes.

Para Renato Asse, fundador do ibe.IA, o custo ainda é um dos principais entraves para a disseminação da inteligência artificial avançada. “Durante muito tempo, inteligência artificial avançada foi algo acessível principalmente para empresas com grande capacidade financeira. Quando um modelo reduz drasticamente o custo operacional, ele muda completamente a lógica do mercado e democratiza o acesso à inovação”, afirma.

A expectativa é que o impacto seja mais significativo em mercados emergentes, como o Brasil, onde startups e pequenas e médias empresas ainda enfrentam desafios para adotar soluções robustas de IA. Com a redução de custos, projetos envolvendo automação de processos, agentes autônomos e produtos digitais baseados em inteligência artificial tornam-se mais viáveis economicamente.

Especialistas também avaliam que iniciativas voltadas à eficiência de custos devem aumentar a pressão competitiva sobre os principais fornecedores globais de IA, incentivando a revisão de modelos de precificação e acelerando a adoção da tecnologia em diferentes setores.

Segundo Asse, a próxima etapa da evolução do mercado passa pela sustentabilidade econômica da inteligência artificial. “Estamos entrando em uma fase em que o diferencial não será apenas ter acesso à inteligência artificial, mas conseguir utilizá-la de forma economicamente sustentável e escalável. Modelos mais baratos aceleram inovação, reduzem barreiras e ampliam drasticamente o potencial de criação”, conclui.

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