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Indisponibilidade de sistemas custa US$ 600 bi às empresas

As interrupções não planejadas de serviços estão se tornando um dos maiores riscos financeiros para as grandes empresas. Pesquisa da Splunk, empresa da Cisco, revela que o custo global do downtime já alcança US$ 600 bilhões por ano entre companhias da lista Forbes Global 2000, um crescimento de 50% em apenas dois anos.

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Segundo o estudo The Hidden Costs of Downtime, realizado em parceria com a Oxford Economics, cada organização perde, em média, US$ 300 milhões por ano com indisponibilidade de sistemas. Na América Latina, o impacto médio anual é de US$ 197 milhões por empresa.

O levantamento mostra que a indisponibilidade deixou de ser apenas um problema operacional para se tornar uma ameaça direta às receitas, ao valor da marca e ao desempenho financeiro. Apenas em perda de faturamento, o prejuízo médio chega a US$ 95 milhões anuais por empresa no mundo. Na América Latina, esse valor é de US$ 55 milhões, enquanto falhas relacionadas à segurança representam outros US$ 54 milhões em perdas anuais.

Outro dado que chama atenção é o custo imediato das interrupções: cada minuto de indisponibilidade representa, em média, US$ 15 mil em prejuízo. Além disso, um único incidente cibernético provoca, em média, uma queda de 3,4% no valor das ações das empresas afetadas.

Segurança amplia impacto do downtime

A pesquisa aponta que os efeitos das interrupções vão além dos prejuízos financeiros. Entre os executivos de tecnologia, 81% afirmam que a indisponibilidade provoca perda de clientes, enquanto 47% reconhecem que, frequentemente, são os próprios usuários que detectam primeiro os problemas nos serviços.

Os ataques de ransomware também ganharam peso. O valor médio pago pelas empresas praticamente triplicou desde 2024, chegando a US$ 40 milhões por ocorrência. Já as penalidades regulatórias alcançam média de US$ 51 milhões por empresa.

Segundo o estudo, muitos incidentes ainda são classificados incorretamente como falhas de infraestrutura, quando possuem origem em problemas de segurança. Apenas 38% dos líderes de tecnologia afirmam conseguir identificar de forma consistente a causa raiz das interrupções.

Além disso, 56% dos responsáveis pela segurança relatam que aplicações SaaS e fornecedores terceirizados passaram a gerar indisponibilidades relacionadas à cibersegurança com frequência significativamente maior do que há dois anos.

IA ganha espaço na prevenção

Para reduzir esses impactos, as empresas estão ampliando os investimentos em inteligência artificial aplicada às operações de TI. O estudo mostra que as organizações destinam, em média, US$ 24,5 milhões por ano para soluções de IA voltadas à prevenção, triagem e resposta a incidentes.

As empresas consideradas mais maduras no uso de IA apresentam resultados superiores. Entre elas, 74% conseguiram evitar a divulgação pública de vazamentos de dados no último ano, enquanto 42% afirmam nunca ter perdido clientes em razão de falhas de disponibilidade — quase três vezes mais do que as organizações menos avançadas.

Apesar disso, o levantamento alerta que a IA também exige governança. Todos os executivos entrevistados relataram já ter enfrentado algum tipo de interrupção relacionada ao uso da tecnologia, e 68% demonstram preocupação com o comportamento imprevisível de agentes autônomos.

Observabilidade lidera investimentos

A pesquisa indica que a busca por maior resiliência digital está direcionando os investimentos em infraestrutura. Para 75% dos líderes de TI e engenharia, a principal prioridade é ampliar a observabilidade dos ambientes tecnológicos, superando iniciativas tradicionais como renovação de data centers e atualização de hardware.

Também ganham espaço projetos de automação para reduzir erros humanos, prioridade para 66% dos entrevistados, além da automação de segurança baseada em IA, apontada por 85% dos executivos como investimento estratégico para diminuir riscos e acelerar a resposta a incidentes.

O estudo ouviu 2.000 executivos de empresas da Forbes Global 2000 em 20 países, incluindo líderes das áreas de tecnologia, segurança, engenharia, finanças e marketing, abrangendo setores como serviços financeiros, indústria, varejo, saúde, energia, telecomunicações e tecnologia.

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