O Itaú Unibanco registrou um ganho superior a 50% de produtividade no desenvolvimento de software ao adotar automação baseada em inteligência artificial para ampliar a cobertura de testes de código. A iniciativa também reduziu pela metade as falhas identificadas em sistemas críticos do banco.
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Em apenas quatro dias, uma das equipes de cadastro de clientes atingiu 77% de aumento na cobertura de testes automatizados, acelerando a validação de código e garantindo entregas mais confiáveis. Já na área de open finance, a cobertura de testes cresceu 58%.
A automação de testes, antes feita manualmente por desenvolvedores ou analistas de qualidade, passou a ser executada em segundos pela inteligência artificial. Isso permitiu aumentar a eficiência, reduzir erros e liberar os times para focarem em atividades estratégicas.
“Nosso propósito é liberar o potencial dos desenvolvedores, eliminando tarefas repetitivas e ampliando o tempo produtivo de forma estratégica. Esse avanço aumenta a qualidade técnica das entregas e traz mais valor para o negócio”, explica Melissa Kfouri, Chief Delivery Officer da Zup, empresa do grupo Itaú responsável pela tecnologia.
O impacto também foi sentido na gestão de equipes. Segundo Fernando Castro, diretor de Tecnologia do Itaú, a automação trouxe mais confiança e capacidade de cumprir prazos regulatórios desafiadores:
“Conseguimos evoluir a cobertura de testes em 76%, atingindo uma marca inédita. Essa transformação não apenas elevou a qualidade do código, mas também aumentou a motivação da equipe.”
Produtividade como diferencial estratégico
O caso reforça uma tendência crescente entre grandes empresas: usar a inteligência artificial como motor de produtividade interna, não apenas em produtos voltados ao consumidor. No Itaú, a automação ajudou a lidar com a complexidade de integrar sistemas legados e modernos sem comprometer a estabilidade.
Com os resultados alcançados, a tecnologia começa a ser expandida para outras áreas do banco e já desperta interesse em setores como telecomunicações e varejo, consolidando a automação de testes como diferencial competitivo na transformação digital.
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