O governo brasileiro está passando por um processo de transformação digital, e durante uma palestra no Futurecom, maior evento de tecnologia e inovação da América Latina, o Ministério da Saúde apresentou a Rede nacional de dados de saúde (RNDS) – uma rede que usa containers virtuais em cloud, para cada estado. Com a RNDS, todos os estabelecimentos da saúde (como hospitais e UBS) poderão trocar informações com segurança por meio de uma rede blockchain, com o intuito de facilitar o trabalho dos médicos.
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“Com a RNDS e essa troca de informações é possível evitar fraudes e não repetir exames, por exemplo. Atualmente, se gasta muito dinheiro com exames, que às vezes o paciente nem vai buscar. Além disso, há um processo de atendimento rápido, então há muitas informações para o médico tomar decisão sobre o cuidado do paciente”, ressalta Henrique Nixon, coordenador geral de sistemas da informação e operação do Ministério da Saúde.
Exames e consultas na palma da mão
Com o objetivo de possibilitar maior comodidade e reduzir burocracias, o Ministério da Saúde também lançou o aplicativo Meu DigiSUS, plataforma móvel de serviços digitais. Disponível para smartphones IOS e Android, a ferramenta permite monitorar o agendamento de exames e procedimentos controlados pelo Sistema de Regulação (SISREG) e pelo sistema da Atenção Básica (e-SUS AB), além das opções de agendamento e cancelamento de consultas.
O Meu DigiSUS fornece para o usuário informações pessoais e clínicas contidas em cerca de 12 sistemas, entre eles: o Cadastro Nacional de Usuário do SUS (CADSUS), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Programas do Farmácia Popular, Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Sistema de Regulação (SISREG), Sistema de Atenção Básica (e-SUS AB) e Hemovida.
“É uma plataforma que o cidadão pode consumir os serviços que o governo disponibiliza e ver tudo que está acontecendo no seu CPF. É importante saber quais estabelecimentos acessaram seu prontuário, quais informações foram geradas e quais medicamentos foram dispensados. Então, por meio do aplicativo, você empodera o cidadão para ser o agente da fiscalização”, explica Nixon.
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