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MPF instaura inquérito civil para apurar resolução da Anatel sobre Internet

Ministério Público Federal vai averiguar se há legalidade na regra frente ao Marco Civil. Órgão também irá investigar postura favorável às operadoras.

investigaçãoA Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), uma unidade do Ministério Público Federal (MPF) que atua na primeira instância, irá instaurar um inquérito civil para apurar a legalidade da Resolução n. 614/2013, regulamento da Anatel sobre a prestação de serviços de acesso à Internet, frente à Lei do Marco Civil da Internet e do Código de Defesa do Consumidor.

A PRDF também irá investigar a postura da agência, considerada favorável às pretensões das operadoras e seus impactos sobre a concorrência. No entendimento da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do MPF, “há indícios de que a Anatel tenha adotado posicionamento favorável às empresas, sem a segurança de que o consumidor será beneficiado”.

Anatel recua e proíbe limites na internet de banda larga ‘por prazo indeterminado’

A abertura do inquérito vem após a reunião do MPF com a Superintendência de Relações com o Consumidor da Anatel, realizada na sexta-feira passada (22/4) para discutir o novo modelo de fornecimento de internet banda larga fixa proposto por empresas de telecomunicações. A reunião também contou com a participação do subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira, coordenador da 3ª CCR do MPF, do procurador da República, Frederick Lustosa de Mello e do promotor de Justiça, Paulo Binicheski.

Um dos pontos questionados pelo MPF foi a medida cautelar emitida pela Anatel para proibir empresas de limitar o acesso de usuários da banda larga fixa sem aviso prévio e sem oferecer ferramentas que permitam acompanhar o consumo de dados. Para José Elares Teixeira, a medida cautelar tem efeitos limitados, já que endossa a proposta das empresas telefônicas e não proíbe a venda por franquia. “A medida tem por finalidade, única e exclusivamente, fornecer informações aos consumidores”, reforça.

O MPF também já havia solicitado os estudos técnicos da Anatel para avaliar os impactos econômicos e concorrencial da venda de internet de banda larga fixa por franquia. O pedido, enviado na quarta-feira passada (20/4), tem o objetivo de esclarecer o posicionamento favorável da agência à adoção de franquias de dados para venda de novos planos de internet fixa.

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