O ataque ao site e ao aplicativo ConecteSUS do Ministério da Saúde, em 9 de dezembro, é uma situação que deve ocorrer mais vezes e que deve servir como um um alerta para governos e organizações. A afirmação é de Claudio Bannwart, diretor regional da Check Point Software Brasil.
Ele explica que os ciberataques costumam ser realizados pela falta de uma estratégia de segurança adequada e por erros humanos, por exemplo a falha na atualização dos servidores. No caso do Ministério da Saúde, a falha ocorreu no ambiente de nuvem pública da AWS, segundo a Polícia Federal.
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“A perspectiva em relação a esses ataques cibernéticos é de intensificarem-se, com a sofisticação e a escala dos ciberataques continuando a quebrar recordes. Podemos esperar um grande aumento no número de ataques de ransomware e móveis em 2022. No Brasil, houve um aumento de 62% nos ataques cibernéticos semanais em 2021, em comparação com 2020 (967 ciberataques por semana em média); e aumento de 8% em ataques por ransomware neste ano”, informa Bannwart.
Esse não é o primeiro ataque sofrido pelo Ministério da Saúde do Brasil. Em dezembro de 2020, a divisão Check Point Research (CPR) verificou que um banco de dados do governo brasileiro pertencente ao Ministério da Saúde foi exposto publicamente devido a um erro de configuração. Como resultado, informações privadas de mais de 243 milhões de brasileiros, incluindo nome completo, endereço residencial e informações médicas, vazaram.
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