Para associação, Anatel irá definir novas regras para o bloqueio e defende continuidade de mobilização.

MPF instaura inquérito civil para apurar resolução da Anatel sobre Internet
Na avaliação da Proteste, a Anatel sequer tem competência para tratar da questão, já que a Internet é classificada como serviço de valor adicionado, diferente de telecomunicações. “Esse episódio de tentativa de limite à internet fixa comprova o poder econômico das operadoras que preferem a Anatel regulando a internet, pois neste ambiente têm mais controle sobre o processo regulatório”, destaca Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.
A prática da Anatel, que permitiu a franquia de dados desde que cumpridas certas regras, seguida da suspensão de planos franqueados quatro dias depois, colocou em cheque a capacidade de atuação da agência, segundo a Proteste. “Reforçou nosso entendimento de que, em muitos casos, a Anatel atua de modo a proteger interesses econômicos privados, em detrimento de interesses e de políticas públicos e de direitos dos consumidores”, afirma na nota.
Ainda de acordo com a associação, o Marco Civil da Internet (MCI) estabelece que a governança da internet se dará por mecanismos multiparticipativos, incluindo a participação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Além disso, nenhum organismo pode editar normas infralegais que contrariem o MCI ou o Código de Defesa do Consumidor.