O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) adotou agentes personalizados para acelerar seus fluxos de trabalho, transformando a rotina de magistrados e servidores com o uso estratégico de Inteligência Artificial (IA). Com o Microsoft 365, o Tribunal conseguiu reduzir significativamente o tempo gasto em tarefas repetitivas, acelerar análises processuais e ampliar a produtividade em gabinetes judiciais, prezando pela segurança, governança e supervisão humana.
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O TJDFT incorporou a IA como parte estruturante do seu Programa de Transformação Digital (PTD), em junho de 2024, como forma de atender o interesse de magistrados e servidores em usar IA generativa para dar maior celeridade aos processos. Somente naquele ano, mais de 4 milhões de processos eletrônicos passaram pelo Tribunal, exigindo soluções capazes de apoiar equipes sobrecarregadas por atividades como leitura de autos extensos, elaboração de relatórios e redação de minutas de decisões.
Waldir Leôncio Lopes Júnior, presidente do TJDFT, diz que a adoção da inteligência artificial faz parte de uma estratégia maior de transformação digital do tribunal, voltada à eficiência, à agilidade e ao uso responsável da tecnologia. “Nosso objetivo é liberar magistrados e servidores para que possam concentrar seus esforços na atividade jurídica e na tomada de decisões, o que se traduz em benefícios diretos para o cidadão”, destaca idealizador da utilização de IA na Corte brasiliense.
Para avançar de forma estruturada, o TJDFT adotou soluções voltadas à proteção de dados judiciais sensíveis, à integração com os sistemas já utilizados e à aderência às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Como a IA generativa ajudou o Tribunal
A integração do Microsoft 365 Copilot ao cotidiano do Tribunal ampliou ainda mais o impacto da IA ao apoiar a criação e revisão de documentos. Em alguns gabinetes, o tempo dedicado à produção de relatórios processuais foi reduzido em até 70%. O Copilot também serviu como base para agentes voltados a áreas administrativas, como o iaTI, chatbot institucional que orienta usuários sobre procedimentos internos, sistemas e demandas de tecnologia, liberando o atendimento humano para casos mais complexos.
Outro destaque da colaboração entre o TJDFT e a Microsoft é a Stela, solução desenvolvida para apoiar o exame de admissibilidade de recursos judiciais. Utilizando técnicas avançadas de machine learning, nuvem e análise de dados, a plataforma analisa critérios técnicos de admissibilidade e auxilia magistrados na decisão sobre o encaminhamento de processos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou no indeferimento do recurso.
Galeria de agentes: IA criada de acordo com a rotina do Tribunal
Um dos pilares dessa transformação é a Galeria de Agentes de IA Generativa do TJDFT, um repositório institucional com mais de 30 agentes desenvolvidos com o apoio do Copilot Studio. Essas soluções atuam de forma especializada em tarefas como geração automática de ementas, sumarização de autos, elaboração de relatórios processuais, checklists jurídicos e padronização de documentos conforme normas do CNJ, incluindo o uso de linguagem simples.
O diferencial do modelo está na cocriação: magistrados e servidores participaram ativamente do desenvolvimento dos agentes, a partir de oficinas práticas e programas de capacitação promovidos pelo Tribunal. Ao envolver diretamente quem vive o dia a dia dos gabinetes, o TJDFT garantiu que as soluções fossem realmente úteis, seguras e aderentes à realidade do trabalho jurídico.
Como resultado, alguns gabinetes registraram ganhos de até 30% em produtividade em atividades administrativas de alto volume, além de reduções expressivas no tempo de produção de relatórios e minutas.
Segurança, governança e uso responsável da IA
Por lidar com informações sensíveis e processos sigilosos, todo o projeto foi estruturado sobre bases sólidas de segurança da informação e governança. As soluções de IA operam em ambiente institucional controlado, com controle de acesso, auditoria e revisão humana obrigatória. A tecnologia atua como assistente, nunca como decisora.
As soluções utilizam a infraestrutura e as práticas de IA responsável da Microsoft, preservando a soberania dos dados do Tribunal e alinhando-se às diretrizes nacionais e internacionais para uso ético da inteligência artificial.
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