Casos de sucesso

Com vigilância IP, Manaus derruba infrações em 70%

Rede de vigilância é uma das maiores do país em número de câmeras IP e na área de cobertura. Projeto de instalação de 200 câmeras IP recebeu investimento de cerca de 8 milhões de reais do governo do Estado.

Com cerca de 1,7 milhão de habitantes, a cidade de Manaus-AM tem recebido fortes investimentos do Governo do Estado em segurança. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas ampliou o vídeo monitoramento existente na capital, ao adotar o sistema Apolo da Eyes nWhere em 200 câmeras IP da Axis Communications.

Com o projeto, orçado em aproximadamente 8 milhões de reais, Manaus passou a ter uma das maiores redes de vigilância pública do país, tanto em número de câmeras como em área de cobertura. “O índice de ações de infrações diminuiu cerca de 70%”, comemora o soldado Ari Gomes, gerente de Telemática da CIOPS (Central Integrada de Operações de Segurança), órgão responsável pelo controle do monitoramento.

A partir do projeto estruturado pela Eyes nWhere, empresa paulista especializada em sistemas inteligentes, Manaus terá uma área de cobertura de imagens de aproximadamente 400 km². Em setembro de 2006, a Secretaria de Segurança Pública inaugurou a CIOPS para acompanhar as imagens geradas por 100 câmeras IP da Axis instaladas em pontos estratégicos da cidade.

A segunda fase do projeto, que foi finalizada em novembro deste ano, dobrou o número de câmeras e triplicou o número de operadores de quatro para 12 agentes. Cada um deles poderá monitorar até 20 câmeras simultaneamente.

Ao todo, do início ao fim do projeto foram investidos cerca de 8 milhões de reais, já incluindo serviço de comunicação e manutenção, sendo 3,9 milhões de reais na primeira fase e o restante nesta segunda.

Para que fosse possível implantar a rede de câmeras IP da Axis, com o padrão de qualidade exigido no projeto, a Eyes nWhere construiu uma rede de fibra ótica de 230 km de extensão, na qual investiu em torno de 5 milhões reais, e a alugou ao governo amazonense.

“A rede foi projetada para suportar uma eventual necessidade de ampliação do sistema público e ainda prestar serviços para a iniciativa privada. Foi um grande investimento que se justificou não só pela grandiosidade deste projeto como pelo potencial de geração de negócios de uma cidade com o perfil de crescimento de Manaus”, ressaltam Amilton de Lucca e Marcelo Neves, sócios da Eyes nWhere.

Vigilância

O sistema Apolo, que gerencia as imagens apresenta sete módulos diferentes, que permitem o monitoramento e gravação do vídeo IP. “O operador pode visualizar várias telas ao mesmo tempo, além de pré-configurar alertas e rondas automáticas para locais que exigem maior atenção. Caso o sistema detecte qualquer movimento suspeito na área ou aglomeração de pessoas, automaticamente a imagem daquele local é aberta em uma janela ou aparece em alerta num ícone na tela”, exemplifica de Lucca.

Na prática, Ari Gomes diz que a polícia hoje já consegue detectar quando uma gangue está se reunindo em algum lugar e pode mandar uma viatura para fazer a dispersão.

O sistema também roda um software de reconhecimento facial, que busca pessoas desaparecidas ou procuradas. “Já tivemos um caso de pessoa encontrada e de prisão de alguns infratores procurados”, conta o gerente da CIOPS.

Para o soldado, há alguns casos que já compensaram todos os investimentos feitos. “Fazendo o monitoramento da rodoviária, conseguimos salvar uma pessoa tendo infarto e localizar uma criança perdida”, analisa. Além disso, como grande fator de sucesso o soldado também cita o baixo nível de rejeição por parte da população em relação ao novo sistema.

“Fizemos uma pesquisa para ver se o cidadão estava incomodado e o índice foi muito baixo, assim como a quantidade de depredações. Isso indica que a população aceita e colabora”.

Segundo Gomes, já está prevista a aquisição de mais 200 câmeras para monitoramento, atingindo toda a cidade. Como hoje as áreas mais nobres estão cobertas, a idéia é entrar nos bairros mais periféricos e nos locais mais sensíveis, como “bocas de fumo” e regiões com prostituição. Está prevista ainda a instalação de 10 câmeras com áudio, para que os policiais da Central consigam falar e interagir com os cidadãos filmados.

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