Segurança

Falha Log4j já não é problema, mas precisa servir de alerta para empresas

Em dezembro de 2021, um especialista em cibersegurança da empresa chinesa Alibaba encontrou uma vulnerabilidade na biblioteca de códigos Log4j, uma parte crítica para codificação em Java. Rapidamente, a Apache, responsável pela biblioteca, divulgou a falha e começou a lançar atualizações para conter o problema. No entanto, a vulnerabilidade ainda foi muito explorada por cibercriminosos antes de que as atualizações pudessem resolver o problema de vez.

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Essa experiência deve servir de exemplo para que as empresas deixem de acreditar que as soluções e a tecnologia que utilizam são seguras por natureza. Brechas de segurança existem e, nesse caso, mesmo sendo uma pessoa honesta que a descobriu, não impediu que ela fosse explorada e gerasse prejuízos para as empresas. 

Gilmar Esteves, vice-presidente de Engenharia da Zup, explica que o alerta precisa estar ligado. “Mais vulnerabilidades podem ser encontradas e o ideal é que exista um plano de contenção”, afirma ele. “É preciso uma arquitetura de rede robusta, composta por firewalls, ferramentas de detecção e outras ferramentas de segurança.” Ele complementa que o mais seguro é ter uma governança e gestão da cibersegurança, sempre destacando o papel das atualizações. 

Mercado global aprendeu lição, mas América Latina ainda patina 

Ainda sobre a Log4j, Esteves comenta que o mercado global já está mais madura nas corporações globais. Segundo ele, as empresas, que tinham entrado em alerta após o WannaCry em 2017, relaxaram um pouco. Com a Log4j, elas entenderam a necessidade da maturidade em segurança. 

O mesmo não se pode dizer das empresas na América Latina. Esteves aponta que as companhias locais são mais reativas e que estão longe de uma maturidade digital. Por isso, ele destaca a necessidade delas se prepararem melhor seus planos de cibersegurança, principalmente porque a maior parte dos ataques são direcionados e mais danosos. 

 

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