
A TIM conseguiu quebrar recordes no segundo trimestre de 2022 e aumentou em 21,8% sua receita líquida em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a operadora chega a R$ 5,3 bilhões em faturamento. Parte do número é resultado da adição de 16 milhões de clientes da Oi à sua base, mas, mesmo excluindo esses efeitos, a empresa cresceu 12,6%, o maior incremento dos últimos 10 anos.
Quem não acompanhou o ritmo foi o lucro líquido, já que a empresa acumulou despesas no período – além da aquisição da Oi, também era necessário arcar com os pagamentos do leilão do 5G. Dessa forma, o lucro líquido caiu 54,1% no ano a ano, chegando a R$ 313 milhões.
O EBITDA foi positivo, com alta de 18,3% e R$ 2,4 bilhões, com margem de 46,3%. Um dos principais indicadores positivos, e que suporta a performance deste período, é o crescimento de 23% na receita dos serviços móveis, que bateu R$ 4,8 bilhões.
Destaques do período
O ARPU (receita média por usuário) do serviço móvel cresceu 10%, excluindo os efeitos dos clientes da Oi e influenciado também pela inflação, que fez a operadora aumentar os preços, além de benefícios sociais do governo. No entanto, com a chegada dos clientes da Oi, tanto o ARPU pré-pago (avaliado em R$ 12,60) quanto o pós-pago (R$ 36,90) apresentaram quedas de 0,4% e 2,4%, respectivamente.
A operadora destacou a parceria que fez com a Amazon Prime Video para ofertar conteúdo a clientes e oferecer uma melhor experiência para clientes Pré Top e TIM Beta. Com uma recarga de R$ 15, o cliente tem acesso ao streaming via app no smartphone por 15 dias.
Já a oferta da TIM Live agora está focada na migração de clientes de cabo para a fibra óptica. Nessa transição, a operadora conseguiu aumentar os clientes FTTH em 33,1% no ano a ano. O crescimento da TIM Live no período foi de crescimento de 10%, chegando a R$ 197 milhões.
Os executivos da TIM também comentaram que a redução do ICMS já está sendo passada aos clientes na forma de aumento de conteúdo de dados. Isso porque, segundo a operadora, é mais fácil explicar para o cliente a oferta do que diminuir o valor, fazendo com que ele ache que vai ter menos serviços disponíveis.
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