Dados da IDC mostram que o PaaS tem CAGR de 38,1% até 2026, impulsionado pelo desenvolvimento de novas soluções internas
O estudo “IDC WW Public Cloud Services Tracker 2022H1” aponta que entre os três elementos de serviço de nuvem – IaaS (Infraestructure as a Service), PaaS (Plataform as a Service) e SaaS (Software as a Service) – o primeiro é o líder e deve representar 32% do mercado global de nuvem em 2023. Porém, também haverá uma forte presença do software nas outras duas categorias. Os dados foram revelados durante o “IDC Software Chapter: Business Transformation through Software in LatAm”, evento híbrido realizado pela consultoria na semana passada.
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Para o mercado de PaaS, a IDC projeta um crescimento médio anual de 38,1% até 2026, impulsionado pelo desenvolvimento de novas soluções que diferenciem a empresa de seus concorrentes. Por outro lado, as soluções tradicionais de operação de negócios, como ERP (Enterprise Resource Planning) e CRM (Customer Relationship Management), seguem o movimento de mercado de adoção ou migração para aplicações SaaS, com CAGR (taxa de crescimento anual) de 2,4% até 2026, ou de modernização, complementando o legado novamente com o uso de PaaS.
Em SaaS, a segurança digital é um elemento com taxa de crescimento intensa. Pietro Delai, diretor de soluções empresariais da IDC LatAm, diz que, apesar do histórico do pouco investimento em cibersegurança das empresas latino-americanas, o cenário está mudando. “Acreditamos que esse mercado deve ter um crescimento em 2023 acima de 12%, sendo o segundo maior do segmento, atrás apenas da China, que deve crescer pouco mais que isso.”
Ainda sobre segurança digital, principalmente nas áreas de IA (Inteligência Artificial) e Analytics, o desafio está na identificação de profissionais especializados, como foi apontado por 83% das 650 empresas latinas entrevistadas para o estudo “IDC Latin America Cybersecurity Report 2022”.
“Esse é um motivador para contratar o ‘as a Service’ de um provedor que, por ter uma equipe maior de profissionais, é proporcionalmente menos impactado por uma perda de profissional especializado. Sendo assim, há um aumento da pressão para transformar os custos operacionais de TI engessados em custos dinâmicos, que podem se adaptar, crescer ou encolher com base nos resultados dos negócios – o que é esperado pelos CEOs de empresas”, explica Delai.
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