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IoT deve crescer a quase 20% por ano no Brasil até 2027, aponta estudo

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Mercado brasileiro é o maior da América Latina, região que está amadurecendo nos casos de uso 

O Brasil ainda é e deve se manter na liderança regional do mercado de Internet das Coisas (IoT), como aponta um novo estudo da Frost & Sullivan, apresentado hoje (25/4) no IoT Business Forum. Entre 2022 e 2027, a venda de dispositivos IoT deve ter uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 19,8%. Com isso, o País vai passar de 300 milhões de dispositivos vendidos em 2022 para cerca de 700 milhões ao final de cinco anos.

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Com isso, o mercado brasileiro de Internet das Coisas vai representar praticamente a metade de toda a América Latina. Renato Pasquini, vice-presidente de Pesquisa – IoT, Edge e Serviços Digitais da Frost & Sullivan, diz que o Brasil é o maior mercado de IoT na região com folga e cresce a taxas mais altas que os vizinhos. 

O pesquisador aponta que o mercado brasileiro cresce na mesma proporção que outros países ao redor do mundo. A própria América Latina tem um crescimento muito associado ao Brasil, de 19,7%. A região, inclusive, é a que tem maior CAGR entre todas as regiões do planeta e deve chegar em 2027 com 1,3 bilhão de dispositivos vendidos – em 2022, o número chegava a pouco menos de 600 milhões. 

Segundo a pesquisa, a América Latina está amadurecendo no uso da IoT, saindo de testes pilotos com a tecnologia e passando para a implementação de soluções de última geração. Mais da metade (58%) das empresas entrevistadas já tem projetos operacionais, de maior escala ou avançados. Apenas 14% estão em projetos pilotos ainda, enquanto 11% se mantêm observando o mercado antes de implementar a IoT. 

As empresas latino-americanas também já começam a perceber os benefícios com a IoT: 48% enxergam melhora no atendimento ao cliente/marketing; 41% em automatizar processos manuais; e 36% em melhorar a segurança dos funcionários. Neste último, Pasquini usa a mineração como exemplo, com o setor investindo em sensores para monitoramento de barragens e veículos e equipamento autônomos. 

Setores e conectividade 

Ainda segundo a pesquisa, o setor que está mais avançado na adoção de aplicações de IoT é o da saúde, com 63% das respostas de empresas latino-americanas. Outras áreas de destaque são rastreamento de ativos (41%) e automação industrial e manufatura inteligente (40%). O ESG, ao contrário de outras regiões do mundo, não é um tema de grande interesse na região, como pode se ver na tabela abaixo: 

Sobre a conectividade, a maior parte (62%) das conexões de IoT na América Latina utilizam as redes de celular (3G/4G), principalmente por conta das máquinas de pagamento por cartão (POS). Pasquini, no entanto, destaca o papel de redes de baixa potência, como a Sigfox e a LoRaWAN, que são utilizadas por 38% dos dispositivos, superando a rede NB-IoT, que tem 36%. Wi-Fi e Bluetooth são usadas por 26% dos dispositivos. 

A conectividade ainda é um desafio para 11% devido ao seu custo, mas há preocupações ainda maiores. Para 21% dos respondentes da América Latina, a cibersegurança é o principal “problema tático” da IoT e Pasquini diz que os fornecedores precisam garantir que os dispositivos não tenham brechas de segurança. Segundo ele, a chave está no security by design, principalmente para combater ataques DDoS e de login e senha, que são os mais comuns.

 

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